A reunião, na França, do grupo dos países mais ricos do mundo, o G7, nesta semana, se deu em meio a um enorme agravamento da crise do bloco imperialista.
Realizada em meio ao anúncio de um acordo entre EUA e Irã, ocorreu em uma situação desfavorável não só aos EUA, mas a todo o bloco imperialista que apoiou os ataques criminosos dos norte-americanos e do regime sionista de Netaniahu contra a República Islâmica do Irã.
Ocorreu também após recentes conversas entre Donald Trump (EUA), Vladimir Putin (Rússia) e Volodymyr Zelensky (Ucrânia), que expressaram, principalmente, a tentativa desesperada dos EUA de encontrar uma solução diplomática para o conflito ucraniano. Trump, em uma série de ligações telefônicas, buscou mediar um cessar-fogo diante da situação favorável à Federação Russa que, há mais de quatro anos, leva adiante uma guerra libertadora contra a ofensiva da OTAN, que usa a Ucrânia como “bucha de canhão”.
Da mesma forma que os ataques ao Irã levaram a um fortalecimento do regime revolucionário daquele país, a guerra contra a Rússia fortaleceu o país e foi um fator para o agravamento da crise na Europa e até mesmo nos EUA.
No entanto, as negociações têm encontrado obstáculos significativos pela pressão dos setores imperialistas que impulsionaram as provocações contra a Rússia, ligados aos setores mais poderosos do imperialismo, como a indústria de armas, os bancos e as petroleiras imperialistas.
Como parte dessa política, o G7, em sua reunião da semana passada, anunciou a ampliação do apoio militar à Ucrânia e a intensificação das sanções contra a Rússia. Essa decisão reflete a determinação da maioria do G7 de tentar impedir que a Rússia alcance uma vitória decisiva na região, o que significaria uma nova e espetacular derrota para o imperialismo ocidental.
Paralelamente, o apoio dos Estados Unidos à Ucrânia, por meio do envio de armamentos como mísseis antitanque Javelin e sistemas de defesa antimísseis Patriot, ilustra a escalada militar que o conflito tem alcançado. Essa assistência militar, no entanto, não tem sido suficiente para garantir uma virada no cenário da guerra, que vem sendo vencida pela Rússia.
O impasse atual evidencia e amplia a crise imperialista, já fortemente agravada diante da derrota no Oriente Médio.




