A Resistência Islâmica no Iraque rejeitou as acusações de que teria participado dos recentes ataques contra instalações petrolíferas na Província Oriental da Arábia Saudita e em Riade. Para a organização, a monarquia procura culpar os iraquianos para esconder sua incapacidade de conter a reação militar do Iêmen.
Em comunicado, a Resistência afirmou que as acusações confirmam a hostilidade do regime saudita contra o Iraque e seu povo. A organização declarou ainda que Riad tenta desviar a atenção dos golpes sofridos em sua infraestrutura energética e do temor de uma nova resposta iemenita.
“Essas invenções não passam de uma tentativa de justificar a incapacidade de responder aos dolorosos ataques iemenitas, que alcançaram as profundezas de sua infraestrutura, por medo da natureza da próxima resposta do Iêmen”, diz o comunicado.
A organização também advertiu a monarquia contra qualquer agressão ao território iraquiano. “Qualquer ação imprudente saudita será recebida com uma resposta dura, que os deixará mordendo os dedos de arrependimento”, declarou.
Iêmen atinge rede petrolífera
As acusações foram feitas depois que as Forças Armadas Iemenitas anunciaram ataques com veículos aéreos não tripulados (VANTs) contra alvos localizados nas rotas de transporte de petróleo entre o leste da Arábia Saudita e o porto de Yanbu, no Mar Vermelho.
O comando iemenita declarou que a operação respondeu às sucessivas violações de seu espaço aéreo por drones da monarquia. Também foram atingidas as instalações da Saudi Aramco em Abqaiq, um dos principais centros de processamento de petróleo do país, e a Estação de Bombeamento Leste-Oeste, utilizada para levar o produto até a costa ocidental.
Dados de rastreamento por satélite indicam que petroleiros passaram a desligar o Sistema Automático de Identificação ao se aproximarem do Porto Industrial Rei Fahd, em Yanbu. A manobra procura dificultar a localização das embarcações pelas forças do Ansar Alá.
Os ataques integram a reação do Iêmen aos bombardeios sauditas e ao bloqueio imposto ao país. Ao defender a luta iemenita, a Resistência Islâmica no Iraque afirmou que a Arábia Saudita deveria suspender o cerco, em vez de procurar responsáveis externos para seus próprios fracassos.
“Se existe entre vocês um único homem sensato, então hoje vocês precisam mais levantar o cerco injusto imposto ao povo iemenita do que lançar acusações em todas as direções para justificar seu fracasso e encobrir seus crimes”, concluiu a organização.





