“Israel” realizou novos ataques contra o sul do Líbano, na madrugada de segunda-feira (15), pouco depois do anúncio de um memorando de entendimento entre os Estados Unidos e o Irã. As incursões atingiram cidades libanesas enquanto o acordo em discussão previa o fim das agressões ao Líbano. A ofensiva incluiu bombardeios aéreos, artilharia e drones em diferentes pontos do território libanês.
A aviação de guerra “israelense” realizou dois ataques contra a cidade de Majdal Zoun. Um drone também atingiu áreas de Kfar Tebnit. Não houve informação imediata sobre vítimas nem sobre a extensão dos danos. A agressão aérea foi acompanhada por bombardeios intensos de artilharia contra Nabatieh, Kfar Remman, Nabatieh al-Fawqa e Kfar Tebnit.
Outros relatos apontaram ataques das forças de ocupação contra Jiam e Markaba, no sul do Líbano, além de ataque com drone em Haris, no distrito de Bint Jbeil, na governadoria de Nabatieh. O Movimento de Resistência Islâmica do Líbano (Hesbolá) continua enfrentando a ocupação e respondendo às agressões contra o país.
A Defesa Civil da Autoridade Islâmica de Saúde do Líbano orientou moradores a não retornarem às aldeias até que o cessar-fogo seja oficialmente anunciado e implementado pelas autoridades competentes. Também recomendou que moradores evitem voltar aos povoados durante a noite, aguardem o amanhecer e verifiquem previamente a segurança das estradas e das regiões afetadas.
O avanço das negociações entre os Estados Unidos e o Irã aumenta o contraste com a continuidade dos ataques. O memorando de entendimento, fechado no domingo, busca encerrar a guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, e levantar o bloqueio naval dos EUA contra o Irã. A assinatura oficial do acordo está prevista para 19 de junho, na Suíça.
Autoridades ligadas às negociações afirmaram que o bombardeio “israelense” contra os subúrbios do sul de Beirute dificultou a fase final para concretizar o pacto. A ofensiva ampliada de “Israel” contra o Líbano, desde 2 de março, deixou mais de 3.613 mortos, mais de 11.072 feridos e cerca de 1,6 milhão de deslocados. Mesmo diante da possibilidade de acordo, os ataques mostram que “Israel” tenta manter a pressão militar sobre o território libanês e impedir que a negociação produza uma interrupção real das agressões.





