“Israel” intensificou bombardeios, disparos e demolições de casas palestinas na Faixa de Gaza, na sexta-feira (12). A nova onda de ataques atingiu bairros de Gaza, áreas de Beit Lahia, Jabalia, Deir al-Balah, al-Maghazi e Khan Yunis, ampliando as violações do cessar-fogo anunciado em outubro e mantendo centenas de milhares de palestinos em tendas e abrigos improvisados.
Tanques e drones “israelenses” dispararam contra o bairro de al-Tuffah, a leste da cidade de Gaza, enquanto a artilharia voltou a atingir a mesma região. Veículos militares também abriram fogo contra zonas residenciais em Beit Lahia, no norte do território. Em Jabalia, um ataque de artilharia atingiu a escola Abu Hussein, que abrigava deslocados, deixando cinco palestinos feridos e causando danos a uma das poucas estruturas ainda usadas como abrigo no norte de Gaza.
Os bombardeios também chegaram ao centro da Faixa. Aviões de guerra atacaram o pátio de uma casa da família Sarsour, em Deir al-Balah, e áreas agrícolas próximas ao leste da cidade. No campo de refugiados de al-Maghazi, uma ofensiva destruiu partes da casa da família al-Khamisi e foi seguida por um segundo ataque aéreo contra o campo. No sul, forças de ocupação realizaram demolições amplas de casas palestinas a leste de Khan Yunis.
A continuação das demolições e bombardeios amplia a destruição acumulada desde o início da ofensiva militar de “Israel” em outubro de 2023. A infraestrutura civil de Gaza foi atingida em larga escala, com casas, escolas, hospitais, redes de água, vias e abrigos destruídos ou danificados. A população deslocada segue sem condições adequadas de moradia, vivendo em tendas, ruínas e construções improvisadas, enquanto novos ataques impedem o retorno a bairros devastados.
O cessar-fogo anunciado em 10 de outubro foi seguido por reiteradas violações. Desde então, ao menos 981 palestinos foram mortos, de acordo com os dados divulgados. Desde o início da campanha militar, cerca de 73 mil palestinos foram mortos e mais de 173 mil ficaram feridos. A destruição alcançou cerca de 90% da infraestrutura civil do território bloqueado, agravando uma crise humanitária já prolongada.
A persistência dos ataques mostra que a população palestina continua submetida à violência militar mesmo após o anúncio do cessar-fogo. As demolições de casas, os disparos contra áreas residenciais e os bombardeios contra escolas e campos de refugiados impedem qualquer normalização da vida civil em Gaza. O resultado imediato é a manutenção do deslocamento forçado, da insegurança alimentar e da ausência de abrigo para uma população que já havia perdido quase tudo.
Toda essa situação é mantida com o apoio financeiro, logístico, de inteligência e envio de armas por parte do imperialismo; justamente os países que se dizem democráticos e opositores do fascismo, o que não passa de uma farsa.




