As hostilidades se intensificaram na fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão durante a noite, com ataques militares paquistaneses matando 13 civis, informaram autoridades afegãs.
Os ataques ocorreram nas províncias fronteiriças afegãs de Kunar, Khost e Paktika, de acordo com Zabihullah Mujahid, porta-voz do governo. Este é o episódio mais mortal em semanas, após um período de calmaria relativa.
O bombardeio paquistanês tirou a vida de “11 crianças, uma mulher e um homem idoso”, publicou Mujahid no X. Outras quatorze pessoas ficaram feridas, disse ele, incluindo mulheres e crianças.
Uma reportagem da AFP citando uma autoridade não identificada em Khost informou que um ataque contra uma casa no distrito de Spera matou nove pessoas e feriu 11. Moradores de uma província vizinha disseram que um ataque separado vitimou três civis no distrito de Barmal. As vítimas fatais eram todas crianças, disse um morador.
O Paquistão acusa o governo do Talibã no Afeganistão de abrigar grupos armados que realizam incursões transfronteiriças e ataques terroristas, incluindo o atentado à bomba em uma mesquita em Islamabad, em fevereiro, que matou mais de 30 pessoas. O Afeganistão, por sua vez, acusou o Paquistão de “crimes de guerra imperdoáveis”. Confrontos de baixa intensidade continuam na fronteira afegã-paquistanesa, apesar de as duas nações terem concordado com uma trégua no final de março.
Islamabad tem dito repetidamente que seus ataques no Afeganistão visam insurgentes que realizam ataques em seu território e que não têm civis como alvo.
No entanto, um relatório das Nações Unidas publicado no mês passado estimou em 372 o número de civis afegãos mortos nos primeiros três meses deste ano. O documento informou que 397 pessoas ficaram feridas no conflito.
O Paquistão atribui em parte a tensão em sua relação com o Afeganistão ao crescente envolvimento deste último com a Índia, sua rival de longa data.





