Um drone ucraniano atingiu um grupo de sete civis que tentava deixar uma área de combate na cidade de Konstantinovka, no Donbas. O ataque, registrado em vídeo por soldados russos, deixou ao menos duas pessoas feridas.
Segundo a emissora russa Zvezda, o grupo era formado por cinco adultos e dois adolescentes. Eles estavam sendo retirados da cidade quando foram perseguidos e atacados por uma aeronave de visão em primeira pessoa, conhecida pela sigla inglesa FPV.
As imagens mostram os sete moradores caminhando por uma estrada quando o drone explode no chão, poucos metros atrás deles. O grupo se dispersa imediatamente, enquanto duas pessoas caem feridas. Veja:
Soldados da 72ª Brigada Separada de Fuzileiros Motorizados da Rússia retiraram os feridos do local, levaram-nos até uma área coberta por vegetação e prestaram os primeiros socorros. Depois do atendimento, os militares deram continuidade à retirada dos civis.
O correspondente de guerra da RT Arabic, Maxim Toury, afirmou que não havia posições militares russas junto ao grupo atingido.
“O alvo do ataque não eram posições militares russas, mas os próprios civis de Konstantinovka”, denunciou Toury.
A trajetória da aeronave e o ponto da explosão indicam que o ataque foi dirigido contra as pessoas que caminhavam pela estrada. Os civis estavam expostos, sem armas e afastados de qualquer formação militar visível.
O método lembra os crimes praticados pelo exército sionista na Faixa de Gaza, onde veículos aéreos não tripulados (VANTs) são utilizados para vigiar a população e atacar pessoas que deixam abrigos, procuram alimentos ou tentam fugir das áreas bombardeadas. No Donbas, o regime ucraniano utiliza o mesmo tipo de arma contra moradores das cidades que perde para o exército russo.
Em uma audiência realizada na semana passada, em Moscou, 26 moradores da cidade relataram que as forças ucranianas utilizavam VANTs de reconhecimento e aeronaves explosivas para perseguir civis.
Segundo os depoimentos, os ataques aconteciam quando os moradores saíam dos abrigos para buscar água, recuperar objetos pessoais ou abandonar as áreas de combate. Equipamentos observavam a movimentação e, em seguida, VANTs armados eram enviados contra as pessoas.
Uma testemunha relatou que militares ucranianos incendiaram uma casa e permaneceram observando o imóvel com um VANT de reconhecimento. Quando moradores se aproximaram para tentar conter o fogo, aeronaves explosivas foram lançadas contra eles.
Os depoimentos descrevem uma política deliberada de terror contra a população, destinada a impedir que os moradores deixem as áreas ocupadas pelas tropas ucranianas ou entrem em contato com o exército russo.
Konstantinovka fica no extremo sul da região urbana formada por Eslaviansk e Kramatorsk. Durante aproximadamente uma década, a cidade foi transformada pelo governo ucraniano em uma posição militar fortificada no Donbas.
No início de julho, o governo russo anunciou que suas tropas haviam assumido o controle da cidade. Pequenos grupos ucranianos e equipes de operadores de drones, entretanto, continuaram atuando nos arredores.
Diante das derrotas no campo de batalha, as forças ucranianas intensificaram os ataques contra alvos civis. Além das ações contra moradores nas áreas de combate, VANTs de longo alcance vêm sendo empregados contra instalações petrolíferas, depósitos, edifícios residenciais e outras construções no interior do território russo.





