Um ataque ucraniano com drones assassinou oito adultos e quatro crianças em Kirilovka, na região russa de Zaporíjia. O bombardeio atingiu instalações turísticas durante a madrugada de sábado (25).
Outras 19 pessoas ficaram feridas, entre elas cinco crianças. Equipes de emergência foram enviadas à aldeia, localizada no distrito urbano de Melitopol, para retirar vítimas dos imóveis atingidos e prestar atendimento aos sobreviventes.
O governador de Zaporíjia, Evguêni Balitski, afirmou que os responsáveis pelo ataque tinham conhecimento de que a área era ocupada por civis.
“O inimigo sabia exatamente quem estava atacando e atingiu deliberadamente civis. Este é um crime evidente e uma marca do regime ucraniano. Incapaz de nos enfrentar em condições de igualdade, ele ataca civis, mulheres e crianças”, declarou.
Balitski apresentou condolências aos parentes dos mortos e informou que as autoridades regionais prestariam assistência aos feridos e às famílias das vítimas.
Ataque investigado como terrorismo
O Comitê de Investigação da Rússia abriu um processo criminal por terrorismo. A porta-voz do órgão, Svetlana Petrenko, informou que os drones foram lançados contra as instalações de lazer durante a madrugada.
De acordo com Petrenko, o bombardeio assassinou e feriu civis, provocou danos aos prédios e atingiu crianças. O número de vítimas ainda estava sendo verificado pelas equipes que trabalhavam no local.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, também classificou a ofensiva como uma ação terrorista. “Atacar civis é um método utilizado por terroristas”, declarou ao jornal Izvestia.
Zaporíjia foi incorporada à Federação Russa em setembro de 2022, após um referendo realizado na região. O governo ucraniano e as potências imperialistas que o sustentam recusaram-se a reconhecer o resultado da votação.
A Rússia controla aproximadamente 80% do território, segundo declaração feita em junho pelo presidente Vladimir Putin. Os distritos do norte, incluindo a cidade de Zaporíjia, permanecem sob domínio da ditadura ucraniana.
Bombardeios longe da frente de batalha
O massacre em Kirilovka ocorre em meio ao aumento dos ataques terroristas ucranianos de longa distância contra regiões russas. Nas últimas semanas, os drones enviados por Quieve atingiram fábricas, depósitos, moradias, escolas e outras instalações sem finalidade militar.
Na sexta-feira (24), um bombardeio contra uma fábrica na cidade de Kirov, no nordeste da Rússia, assassinou seis pessoas e deixou dezenas de feridos.
Dias antes, três ataques atingiram instalações pertencentes à Wildberries, maior rede varejista da Rússia. Pelo menos nove pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas.
Em maio, drones ucranianos atingiram um alojamento estudantil em Starobelsk, no Donbass. Parte do edifício de cinco andares desabou, resultando em um massacre de 21 pessoas.
A ampliação dos bombardeios contra a retaguarda russa acompanha os reveses sofridos pelas tropas de Quieve no campo de batalha. Incapaz de alterar a situação militar, o regime ucraniano utiliza as armas fornecidas por seus apoiadores imperialistas para levar a guerra até cidades, bairros residenciais e instalações frequentadas pela população.
Ataques contra usina nuclear
A região de Zaporíjia é alvo frequente das forças ucranianas. Entre as instalações atacadas está a Usina Nuclear de Zaporíjia, a maior central atômica da Europa, atualmente operada pela estatal russa Rosatom.
No início de julho, um drone atingiu um veículo de serviço nas proximidades da área industrial da usina, perto de Energodar. O engenheiro-chefe Aleksandr Yakovlev e o motorista Dmitri Filippov morreram.
De acordo com o diretor-geral da Rosatom, Aleksei Likhachev, ataques realizados contra a usina e seus trabalhadores durante os dois meses e meio anteriores deixaram 13 mortos e 48 feridos.
Melitopol também havia sido bombardeada no mês anterior. Destroços de drones incendiaram o telhado de uma escola pública e danificaram uma fábrica de processamento de carne. Duas pessoas morreram e outras seis ficaram feridas.





