O Tribunal Superior Eleitoral divulgou, no último dia 15, que as mulheres representam a maioria do eleitorado brasileiro, totalizando 52,65% das pessoas aptas a votar. Dos mais de 156 milhões de eleitores, cerca de 82,3 milhões são mulheres e 74 milhões são homens. O crescimento foi de 1.503.962 eleitoras, um aumento de 1,83% em relação às eleições gerais de 2022.
Os maiores colégios eleitorais do País destacam esses números: São Paulo tem 34.667.793 eleitores, dos quais 18.395.545 são mulheres; Minas Gerais possui 16.290.870 eleitores, sendo 8.505.582 mulheres; e o Rio de Janeiro conta com 12.827.296 eleitores, dos quais 6.916.729 são mulheres. No exterior, as mulheres também representam 59% do eleitorado.
A demagogia dos candidatos
Diante dos dados, os candidatos apoiados pelas maiores máquinas partidárias na disputa pela Presidência da República voltaram seus discursos para as mulheres. São discursos demagógicos, que não representam nenhum indício de melhora real em suas condições de vida.
Os pré-candidatos à Presidência concentram suas propostas para as mulheres em três eixos. Na segurança, todos defendem o endurecimento das penas contra agressores, com medidas como prisão imediata, castração química, defendida por Flávio Bolsonaro, e uso de tornozeleiras eletrônicas, proposto por Lula e Caiado. No apoio social, há consenso em manter ou ampliar benefícios como o Bolsa Família para mães solo, além de incentivos ao chamado empreendedorismo feminino. Já na representação política, Lula e Zema defendem maior participação feminina, enquanto Caiado se posiciona contra cotas obrigatórias.
O TSE destaca que, apesar de serem maioria do eleitorado, as mulheres continuam sub-representadas na política. Nas eleições de 2018, foram eleitas apenas seis senadoras, 77 deputadas federais e uma governadora. Essa baixa representatividade demonstra o caráter antidemocrático do processo eleitoral e mostra que a regra da cota de gênero de 30% em nada contribuiu para a eleição de mulheres, servindo apenas como mais uma demagogia. Além disso, candidaturas femininas foram utilizadas como degrau para a eleição de políticos homens.
As reais necessidades das mulheres
A verdade é que não existe, na maioria dos partidos, uma política que apresente um programa de defesa dos interesses das mulheres e candidaturas femininas comprometidas com medidas que realmente fariam diferença, como a legalização do aborto, a igualdade salarial e a libertação das mulheres do trabalho doméstico e dos cuidados com os filhos.
Também é preciso criar empregos de verdade. O incentivo ao empreendedorismo não garante segurança às mães que criam seus filhos sozinhas. São necessárias creches em tempo integral e recursos do Estado para a criação dos filhos.
Esses itens, entre outros, integram o programa do PCO, que vai às eleições com uma quantidade expressiva de candidatas para convocar a mobilização e mudar, por meio da luta, essa situação.





