Em entrevista ao Diário Causa Operária(DCO) durante o XII Congresso Nacional do Partido da Causa Operária (PCO), o presidente nacional da agremiação, Rui Costa Pimenta, analisou o atual cenário político e fez um balanço interno dos últimos quatro anos da organização.
Para o dirigente, o encontro partidário ocorre em um momento de transição política demarcado por duas tendências internacionais antagônicas. A primeira, segundo ele, é a ofensiva das potências globais sobre os trabalhadores.
“Há uma tendência geral do imperialismo no sentido de um aprofundamento do ataque às condições de vida da população”, afirmou Pimenta.
Em contrapartida, o presidente do PCO destacou a reação de países do Oriente Próximo como um fator de contrapeso a essa ofensiva e como um elemento central para os debates do congresso.
“Contraditoriamente com isso, nós temos que analisar os efeitos da luta que foi travada pelos iranianos e pelos povos contra o imperialismo, que vai no sentido oposto. São duas tendências opostas que nós temos que analisar”, completou.
Avaliando a evolução do PCO desde o seu último congresso, realizado há quatro anos, Pimenta classificou o saldo do período como “bastante positivo”. Ele ressaltou a coesão interna do partido a despeito do que descreveu como uma etapa de fortes investidas institucionais contra a organização.
“O partido amadurece, fortalece o seu programa, fortalecendo também a convicção dos seus militantes. Nós enfrentamos muitas dificuldades, o partido foi muito atacado, mas mesmo assim ele se mantém coeso e tem se desenvolvido”, concluiu o dirigente.




