A Editora Demócritos e a Loja Robespierre montaram uma banca conjunta no restaurante Al Janiah, em São Paulo, na quarta-feira (27), durante a atividade “Cárcere e Tortura ‘Israelense’ — Relatos da Delegação Brasileira da Global Sumud Flotilla”. O encontro recebeu ativistas brasileiros ligados à flotilha, que relataram a missão rumo a Gaza, a interceptação por “Israel” e as denúncias feitas após o cárcere.
A banca conjunta integrou uma noite político-cultural de solidariedade à Palestina e de acolhida aos integrantes brasileiros da flotilha.
A presença de Demócritos e da Loja Robespierre deu ao evento também um espaço de circulação de materiais políticos e culturais. Os materiais incluem livros, camisetas, casacos, canecas, revistas, bótons e outros produtos. Entre eles, estavam o livro O Hamas Conta Seu Lado da História, que conta as entrevistas colhidas do núcleo político do Hamas no Catar, entrevistados por uma comitiva do Partido da Causa Operária. Também havia o livro A Era da Censura das Massas, que explica como os algoritmos das redes sociais funcionam como grandes mecanismos de censura. Outro livro importante, talvez o principal, seria O Espinho e o Cravo, um romance histórico de Iaia Sinuar, que conta a história do desenvolvimento político da Palestina desde a primeira intifada, pela perspectiva de um menino palestino.

A banca apareceu como parte de uma mobilização mais ampla em defesa da libertação palestina, ao lado de relatos de militantes que passaram por interceptação, prisão e deportação.

A Global Sumud Flotilla reuniu centenas de ativistas de dezenas de países em uma ação humanitária destinada a Gaza. Em outubro de 2025, brasileiros estavam entre os capturados quando a flotilha foi interceptada por forças de “Israel”. A delegação brasileira incluía ativistas sociais, figuras públicas e defensores de direitos humanos, que denunciaram a interrupção da missão e as condições de detenção.
Os participantes foram chamados pelo restaurante a se somar à solidariedade com mais de 9.600 palestinos presos e a fortalecer a luta internacionalista. A palavra de ordem “Palestina livre do rio ao mar” marcou o tom da convocação.
O restaurante Al Janiah já havia sido local de vigílias e encontros de familiares e ativistas durante a interceptação da flotilha. Fundado por refugiados palestinos, o espaço se consolidou em São Paulo como ponto de articulação cultural em defesa da Palestina. Nesse contexto, a banca conjunta de Demócritos e Loja Robespierre funcionou como extensão do próprio sentido do evento: transformar denúncia em um ato organizado.
O encontro também ocorreu em meio a novas denúncias internacionais contra o tratamento dado por “Israel” a ativistas, jornalistas, médicos e defensores da ajuda humanitária.





