A agência israelense Kan News informou, na terça-feira (19), que os VANTs do Hesbolá paralisaram até 80% dos ataques planejados pelo exército de “Israel” no sul do Líbano. Segundo a reportagem, a avaliação partiu de integrantes das próprias forças armadas israelenses, que reconheceram que os equipamentos explosivos utilizados pelo partido libanês reduziram severamente a liberdade de operação nas áreas ocupadas.
De acordo com o relatório, o exército sionista passou a adiar deslocamentos de tropas e operações ofensivas para o período noturno, quando há menor risco de detecção pelos VANTs do Hesbolá. Em outros casos, as ações foram canceladas. As fontes militares citadas pela Kan News também admitiram que os ataques da resistência contribuíram para o aumento das baixas entre as forças de ocupação que atuam no sul do Líbano.
A mesma reportagem afirmou que o exército israelense sofre com falta de equipamentos contra VANTs. Os sistemas disponíveis estão distribuídos apenas a um número limitado de soldados em cada companhia militar, o que dificulta a defesa diante da atuação do Hesbolá. Segundo a Kan News, o partido libanês tem aproximadamente 100 operadores de VANTs posicionados no sul do Líbano.
A avaliação foi divulgada poucos dias depois de autoridades israelenses reconhecerem publicamente que o avanço dos VANTs do Hesbolá surpreendeu o aparato militar sionista. Analistas e oficiais israelenses afirmaram que o partido libanês passou a empregar equipamentos de fibra ótica, mais difíceis de detectar e capazes de escapar dos sistemas convencionais de interferência eletrônica.
Esses VANTs utilizam cabos ultrafinos de fibra ótica em vez de sinais de rádio. Com isso, conseguem manter comunicação segura com o operador e escapar dos métodos tradicionais de bloqueio usados pelo exército israelense. Por terem poucos componentes metálicos e não dependerem de transmissão sem fio, também apresentam assinatura muito reduzida nos radares.
A cientista política Gayil Talshir, da Universidade Hebraica de al-Quds, afirmou que os soldados israelenses estavam como “alvos fáceis” dentro do Líbano diante do aumento das operações da resistência. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netaniahu, também classificou a capacidade do Hesbolá com VANTs como uma “grande ameaça” e cobrou medidas urgentes do exército.
A intensificação das ações do Hesbolá ocorre em resposta às violações israelenses do cessar-fogo no Líbano. Desde abril, o partido libanês lançou cerca de 230 projéteis e mais de 100 VANTs explosivos contra as forças do regime sionista.




