Hamas e Jiade Islâmica reafirmaram a adesão à resistência palestina contra “Israel” na sexta-feira (15), no 78º aniversário da Nakba. As organizações defenderam a libertação da Palestina, denunciaram massacres e violações do cessar-fogo em Gaza e afirmaram que a resistência é direito natural e legítimo de povos sob ocupação. O aniversário recorda a expulsão em massa de palestinos de suas casas em 1948, quando o regime israelense foi estabelecido.
Em comunicado, o Hamas declarou que não há legitimidade nem soberania da ocupação sobre a terra da Palestina, independentemente do tempo transcorrido e dos sacrifícios impostos ao povo palestino. A organização pediu que a comunidade internacional atue para deter o terrorismo do regime israelense contra a terra, o povo e os locais sagrados palestinos, além de garantir os direitos nacionais e a formação de um Estado independente com Al-Quds como capital.
O texto também mencionou massacres e crimes cometidos ao longo de décadas, incluindo a guerra genocida em Gaza. Segundo o Hamas, o governo israelense continuou violando o cessar-fogo por meio de bombardeios sistemáticos e ataques diretos contra civis, deixando mais de 850 palestinos mortos desde a entrada em vigor do acordo em outubro.
O Hamas homenageou líderes da resistência mortos e afirmou que seus sacrifícios seguirão como combustível para a luta até a derrota do inimigo sionista. A organização também rejeitou exigências de desarmamento enquanto a ocupação e os crimes permanecerem. Para o movimento, qualquer tentativa de desarmar a resistência significaria colaboração com os objetivos do inimigo.
Em declaração separada, a Jiade Islâmica afirmou que o aniversário da Nakba ocorre sob escalada de agressão norte-americano-sionista contra a comunidade muçulmana, com a Palestina no centro das tentativas de impor o controle sobre a região. A organização citou o chamado projeto de “Grande Israel” como sinal do perigo representado pelo regime israelense para todos os povos da região.




