“Israel” assassinou 25 mulheres, feriu 109 e fez com que mais de meio milhão de mulheres e meninas permanecessem deslocadas no Líbano, mesmo após o cessar-fogo iniciado em 17 de abril, segundo balanço divulgado na última sexta-feira (15). Os dados foram compilados pela ONU Mulheres.
A crise humanitária provocada pelos crimes israelenses também se aprofunda pela fome. A ONU Mulheres estimou que cerca de 639 mil mulheres e meninas podem enfrentar fome em nível de crise ou pior nos próximos meses, em um aumento projetado de 144 mil. O relato ouvido pela ONU de uma mulher obrigada a buscar ervas silvestres para alimentar a família expressa a gravidade da agressão sionista contra o Líbano.
O Ministério da Saúde libanês também informou que, entre homens, mulheres e crianças, “Israel” assassinou ao menos 380 pessoas e feriu 1.122 no Líbano desde a entrada em vigor do cessar-fogo. Entre as vítimas fatais, 108 eram socorristas. O ministro da Saúde, Nasser Al-Din, afirmou que as forças armadas sionistas têm atacado equipes de emergência e trabalhadores da saúde, acrescentando que os episódios continuarão sendo documentados.
Segundo Moez Doraid, diretor regional da ONU Mulheres para os Estados Árabes, as mortes e ferimentos ocorreram em apenas três semanas depois do acordo de cessação de hostilidades. Ele relatou, em fala a jornalistas em Genebra por vídeo a partir do Líbano, que ouviu mulheres cujas vilas ao sul do rio Litani foram destruídas a ponto de se tornarem irreconhecíveis.





