Totalmente ao contrário do que afirmam as campanhas publicitárias, os banqueiros, os grandes capitalistas nacionais e internacionais, é quem são verdadeiramente parasitas do dinheiro público.
Vemos frequentes denúncias de corrupção, de concorrências fraudulentas, onde a iniciativa privada obtém ganhos fáceis desviando dinheiro do povo para seus bolsos.
Esses empresários que geralmente estão ou têm influência nos governos é quem se beneficiam e devem ser combatidos e denunciados.
Esse parasitismo capitalista tem seu ponto máximo no capital financeiro. São os banqueiros que mais lucram na sociedade e que absolutamente nada produzem para essa mesma sociedade.
Em contrapartida, vemos empresas estatais com déficits monstruosos em função da política levada pelo governo de recorrer a esse setor para salvar os grandes capitalistas, cobrindo sempre seus rombos financeiros, como aconteceu recentemente com o Banco do Brasil, que teve um rombo nas suas contas de cerca de R$ 4 bilhões devido ao calote do setor do agronegócio (diga-se: os latifundiários).
Os bancos privados ditam descaradamente a política para os bancos estaduais: recentemente, foi desmantelado o maior escândalo financeiro registrado no País em função da forte intervenção dos banqueiros privados — Banco Master — que pode ter como consequência o desmantelamento do Banco Regional de Brasília (BRB) através da privatização que, logicamente, os maiores atingidos serão os seus funcionários e a população de Brasília.
Na Caixa Econômica Federal, devido à gestão neoliberal do atual presidente do banco, Carlos Vieira, um preposto de Arthur Lira (PP-AL), principal líder do Centrão, implementa-se uma “reestruturação” que visa liquidar o banco como uma empresa pública, com a desvalorização dos seus empregados, demissões em massa, fechamento de unidades bancárias, pressão para o atendimento de metas, etc.
Todos esses desmandos, esquemas e vigarices promovidos pela “iniciativa privada”, não apenas em suas próprias empresas (concordatas frias e falências fraudulentas) como também no interior das estatais (desvio de verbas, etc.), só podem ser bloqueados pela intervenção firme e organizada dos trabalhadores.
A categoria bancária se prepara para mais uma campanha salarial e, no bojo da luta pelas suas reivindicações mais imediatas, os trabalhadores devem ser orientados para construírem e consolidarem Comitês de Luta eleitos a partir de cada local de trabalho no sentido de construir um instrumento para organizar uma gigantesca mobilização dos trabalhadores bancários em defesa dos bancos públicos e das empresas estatais.
É necessário os sindicatos e a CUT lançarem uma campanha nacional de defesa das estatais. Aproveitar os congressos dos bancários dos bancos públicos que se realizarão no mês de julho e convocar uma plenária na mesma data dos funcionários das estatais no sentido de deliberar as medidas necessárias para impulsionar uma campanha de defesa dos bancos e das demais empresas estatais que estão na mira da direita golpista e reacionária e do imperialismo.





