No último dia 27, São Paulo foi palco de um ato de solidariedade ao povo cubano, reunindo centenas de pessoas em uma manifestação que marcou uma espécie de abertura não oficial da semana do 1º de Maio, Dia Internacional de Luta da Classe Trabalhadora.
O evento contou com a presença de importantes entidades sindicais, movimentos sociais, lideranças políticas e representantes estudantis, todos unidos em defesa da soberania de Cuba e contra o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos.
Entidades e partidos presentes
O evento, organizado pela APEOESP e realizado na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, foi apoiado por uma ampla coalizão de entidades como a CUT, CTB, MST, UNE e movimentos sociais como o Levante Popular da Juventude e o Movimento dos Atingidos por Barragens. Partidos políticos como o PT, PSOL, PCdoB, PCO e UP também marcaram presença, reforçando a solidariedade política ao povo cubano.
Importância da atividade
A atividade destacou a importância da defesa de Cuba contra as agressões imperialistas e a necessidade de uma campanha efetiva para cobrar do governo Lula ações concretas em apoio à ilha, semelhante ao apoio que Cuba tem recebido da Rússia e da China. Os pronunciamentos enfatizaram que defender Cuba é também defender a soberania do Brasil e dos demais povos latino-americanos, que enfrentam ameaças do imperialismo em crise.
Em defesa de Cuba
Importantes lideranças discursaram no evento, como a deputada estadual Professora Bebel (PT) e o cônsul-geral de Cuba no Brasil, embaixador Benigno Pérez Fernández, que reforçaram a denúncia do bloqueio econômico e a necessidade de intensificar a mobilização internacional em apoio a Cuba. Frei Betto, escritor e ativista, destacou o histórico de solidariedade cubana e a importância da resistência diante das dificuldades impostas pelo bloqueio.
Representando o PCO, seu vice-presidente nacional, Antônio Carlos Silva, destacou a necessidade da defesa da revolução cubana, de cobrar do governo Lula ações concretas, como as tomadas pelos governos da Rússia (petróleo) e da China (usinas solares), e de uma ampla campanha nacional.
Caminhos para a solidariedade
Os participantes do evento propuseram iniciativas concretas de apoio, como a arrecadação de recursos para envio de alimentos e medicamentos e campanhas permanentes de mobilização. A solidariedade a Cuba foi apresentada como parte de uma agenda mais ampla de defesa da autodeterminação dos povos, destacando que a luta contra o bloqueio econômico é também uma luta pela soberania em toda a América Latina.
O ato foi encerrado com um chamado à ação contínua e à ampliação das campanhas de solidariedade, ressaltando que a defesa de Cuba é uma defesa de todos os povos oprimidos que enfrentam o imperialismo.





