Os Estados Unidos convidarão o presidente russo Vladimir Putin para cúpula do G20 em Miami na quinta-feira (23). Um funcionário norte-americano ouvido pela imprensa afirmou que ainda não foram emitidos convites formais, mas todos os membros do G20 serão convidados a participar das reuniões ministeriais e da cúpula de líderes. A cúpula está prevista para os dias 14 e 15 de dezembro em um resort do presidente Donald Trump em Miami. Trump declarou duvidar que Putin compareça ao evento.
O convite representaria mudança significativa na pressão internacional sobre Putin, que tem sido isolado pela maior parte do núcleo de países imperialistas ou que apoiam o imperialismo desde que ordenou a operação militar na Ucrânia em 2022. Os Estados Unidos ocupam neste ano a presidência rotativa do G20, fórum de cooperação econômica entre as principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo. O vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Alexander Pankin, citado por agências de notícias russas, indicou na quarta-feira que seu país havia sido convidado a participar da cúpula no mais alto nível.
O porta-voz do Crêmlin, Dmitri Peskov, esclareceu que ainda não foi tomada decisão sobre a participação do presidente russo. No entanto, a Rússia participou de todas as cúpulas no nível apropriado, declarou Peskov durante coletiva diária. À medida que a cúpula se aproximar, será decidido o formato da participação russa. Devido ao mandado de prisão da Corte Penal Internacional por crimes de guerra relacionados à ofensiva russa na Ucrânia, Putin não compareceu à última cúpula do G20 em Joanesburgo em novembro de 2025.
Seu assessor econômico, Maxim Oreshkin, representou Moscou na África do Sul. Os Estados Unidos não são membros da Corte Penal Internacional, apesar de terem assinado o Estatuto de Roma em 2000 durante a presidência do democrata Bill Clinton. O Estatuto não foi submetido à ratificação pelo Senado e, em maio de 2002, já com o republicano George W. Bush como Presidente, os EUA retiraram formalmente sua assinatura e indicaram que não pretendiam ser membros do tribunal.
O G20 reúne governos e governadores dos bancos centrais de 20 das maiores economias para discutir e coordenar a política econômica e financeira mundial. Juntos, os membros representam aproximadamente 85% do produto interno bruto global e 75% do comércio, além de dois terços da população mundial. Os membros reúnem-se anualmente, para além de manterem grupos de trabalho ao longo do ano, para abordar questões como crescimento econômico global, comércio, alívio de dívidas, política fiscal e regulação financeira.


