Izadora Dias, do Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo, entrevista hoje (1º) Maria Vitória, da Associação MATRIA, na Causa Operária TV (COTV).
O Coletivo de Mulheres Rosa Luxemburgo do Partido da Causa Operária (PCO) organiza ações voltadas para a defesa dos direitos das trabalhadoras na luta pelo socialismo. O coletivo participa de debates, atos públicos e iniciativas que colocam no centro a realidade concreta das mulheres da classe trabalhadora, sob orientação marxista. Izadora Dias atua como coordenadora nacional e tem se destacado na denúncia de políticas que desviam a luta das mulheres para questões de “identidade de gênero”.
A Associação MATRIA reúne mulheres, mães e trabalhadoras que atuam de forma voluntária. A entidade defende os direitos das mulheres e das crianças também com base na realidade material que determina a condição feminina. A MATRIA rejeita a substituição dessa base material por conceitos de “identidade de gênero”. Nos dois anos de existência, a associação prestou auxílio jurídico, acolhimento e orientações práticas a centenas de mulheres e mães que enfrentam conflitos decorrentes de políticas baseadas no identitarismo. A MATRIA elaborou documentos, notas técnicas e participou de audiências para orientar leis e políticas públicas.
Entre as ações da MATRIA estão o Grupo de Trabalho de Mulheres de Axé, que produziu relatório entregue à Relatora Especial da ONU sobre violência contra as mulheres, denunciando impactos do “transativismo” nas religiões de matriz africana. Outro projeto é a carta aos profissionais fonoaudiólogos sobre o atendimento a crianças, adolescentes e jovens com disforia de gênero, que enfatiza a necessidade de reflexão técnica para evitar a medicalização precoce da infância.
A entrevista de Izadora Dias a Maria Vitória ocorre em momento de censura aos debates no movimento de mulheres, com a perseguição de mulheres, muitas das quais, feministas, pelo aparato judicial repressivo, em especial, da “deputada trans” Erika Hilton.





