A escolha da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados desencadeou toda uma polêmica com as concepções absurdas do identitarismo em relação a mulher. Para o movimento identitário, qualquer pessoa que se declarar mulher, deveria ser considerada como tal, pois o fator determinante não seria o sexo, mas sim o “gênero”, algo puramente subjetivo.
Segundo levantamento do PoderData realizado entre 21 e 23 de março de 2026, 74% dos eleitores discordam da nomeação da parlamentar, que é uma “mulher trans”, para chefiar o colegiado. Apenas 12% dos entrevistados declararam concordar com a escolha de Hilton.
A pesquisa revela que a desaprovação à presidência de Erika Hilton atravessa barreiras ideológicas e demográficas, sendo majoritária mesmo entre apoiadores do atual governo.
Os dados estratificados mostram onde a resistência é mais acentuada:
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Região Sul: apresenta o maior índice de discordância, chegando a 81%.
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Renda: a rejeição também atinge 81% entre eleitores com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos.
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Aprovação governamental: o índice de discordância é idêntico (74%) tanto entre eleitores que aprovam quanto entre os que desaprovam o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Embora ainda minoritária, a concordância com a nomeação é ligeiramente superior no:
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Norte: 17% de aprovação.
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Nordeste: 15% de aprovação.
Erika Hilton foi eleita em 11 de março com 11 dos 21 votos da comissão, substituindo a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG). Desde então, tornou-se alvo de uma medidas tomadas pela oposição. Deputadas apresentaram recurso à Mesa Diretora contra a eleição, o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) mobilizou redes sociais com um vídeo crítico e um abaixo-assinado contra a posse e o Partido Missão, ligado ao MBL, protocolou um pedido de cassação do mandato da deputada.
Na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a deputada Fabiana Bolsonaro (PL) chamou atenção ao praticar “black face” em um protesto irônico contra a atuação de Hilton.
Erika Hilton, por sua vez, classificou às críticas a ela como “transfobia”. Em suas redes sociais e sessões da comissão, Hilton defende que sua identidade não a impede de representar os interesses de todas as mulheres.
“O que importa não é defender a vida das mulheres [para os críticos]. É ofender o direito à vida das mulheres trans e travestis. Mas nós avançamos e mostramos que somos plenamente capazes de dialogar e representar mulheres, mesmo as diferentes de nós”, afirmou a deputada.
O levantamento do PoderData ouviu 2.500 pessoas em 132 municípios nas 27 unidades da Federação. As entrevistas foram feitas via telefone (URA) com uma margem de erro de 2 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O estudo foi realizado com recursos próprios do grupo Poder360.





