Moradores de Belo Horizonte e de cidades da região metropolitana ficaram sem água nesta sexta-feira (12). A interrupção atingiu a capital mineira, Santa Luzia, Ribeirão das Neves, Esmeraldas, Vespasiano e Nova Lima por causa de manutenções operacionais emergenciais e outras programadas para acontecer na rede da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), com normalização prevista de forma gradual até sábado (13).
A falta de água atingiu dezenas de bairros de Belo Horizonte, especialmente nas regiões Norte, Nordeste e Venda Nova. Entre as áreas citadas estão Aeroporto, Ana Lúcia, Apolônia, Braúnas, Campo Alegre, Candelária, Céu Azul, Copacabana, Dona Clara, Floramar, Guarani, Itapoã, Jaqueline, Jardim Atlântico, Jardim Felicidade, Jardim Guanabara, Jardim Leblon, Letícia, Mantiqueira, Minas Caixa, Planalto, Rio Branco, Santa Amélia, Santa Branca, Santa Mônica, São Bernardo, São João Batista, São Luiz, São Tomaz, Serra Verde, Tupi, Universo, Venda Nova, Vila Clóris e Zilah Spósito.
Em Ribeirão das Neves, a suspensão afetou bairros como Adriana, Atalaia, Belo Vale, Botafogo, Canoas, Cerejeira, Céu Anil, Cristais, Cruzeiro, Esperança, Fortaleza, Girassol, Guadalajara, Havaí, Itapoã, Jardim Primavera, Labanca, Lagoa, Maracanã, Nossa Senhora da Conceição, Paraíso das Piabas, Pedra Branca, Santa Fé, São Januário, São José, Sônia, Tropical, Urca e Viena. Em Santa Luzia, a lista incluiu Asteca, Baronesa, Belo Vale, Castanheira, Cristina, Jaqueline, Liberdade, Londrina, Luxemburgo, Maria Antonieta, Monte Carlo, Nova Conquista, Nova Esperança, São Benedito e Vila União.
A Copasa informou que imóveis com caixa d’água poderiam não sentir os efeitos da interrupção de forma imediata. A empresa também recomendou uso racional da água, orientação que costuma ser repetida em períodos de falha no abastecimento, colocando sob responsabilidade do cidadão o problema causado pela negligência da concessionária.
A interrupção no Dia dos Namorados afetou casas, pequenos comércios, serviços e rotinas domésticas em bairros populosos. Em situações desse tipo, a normalização gradual pode significar que a água volte antes em alguns pontos e demore mais em outros, dependendo da pressão da rede, da localização dos imóveis e do tempo necessário para recompor os reservatórios do sistema.
O episódio reforça a dependência da população em relação à infraestrutura de abastecimento e à capacidade de resposta da concessionária. Mesmo quando a empresa classifica parte dos serviços como manutenção programada, sem oferecer uma alternativa durante a interrupção do funcionamento da rede, a empresa deixa a população em prejuízo em vários municípios. A previsão de retorno até sábado (13) indica que parte da região metropolitana poderia passar a sexta-feira inteira com abastecimento reduzido ou suspenso.
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) era uma empresa de capital aberto, mas com controle do governo de Minas Gerais, que detinha 50,03% das ações segundo a composição acionária informada pela própria companhia. A privatização foi autorizada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em dezembro de 2025, por meio de projeto que permitiu ao governo iniciar a desestatização da empresa.
Em junho de 2026, o processo avançou: a Equatorial Energia foi escolhida como investidora de referência e confirmou a compra de 30% da Copasa, por meio da subsidiária Gerais Saneamento. Na sexta-feira (12), a oferta foi precificada em R$ 49,03 por ação, movimentando cerca de R$ 8,38 bilhões. A negociação das ações da oferta está prevista para segunda-feira (15) e a liquidação física e financeira para terça-feira (16).
As privatizações são verdadeiros crimes contra a população. As empresas foram construídas com dinheiro e esforço público e agora adquiridas por parasitas que não investiram um único centavo e aparecem quando tudo está pronto. Essa situação, que atinge uma enormidade de bairros e cidades em Minas Gerais, se repete por todo o País.



