Sudeste

Tarcísio de Freitas promete reforçar ditadura sionista em São Paulo

a corporação que o PT reforça sobremaneira é a mesma que executou o golpe de 2016 e opera hoje sob encomenda do imperialismo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a manifestar seu capachismo com o sionismo na segunda-feira (3), durante encontro com empresários e dirigentes de organizações do lóbi sionista realizado na sede da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), na capital paulista.

Em seu primeiro compromisso oficial depois da confirmação de sua candidatura à reeleição, Tarcísio prometeu reforçar o chamado “combate ao antissemitismo” no estado.

“Temos que combater a intolerância religiosa. Não podemos permitir que um lugar como São Paulo, que vive a coexistência, tenha ataques contra judeus”, declarou.

O governador também destacou que São Paulo foi o primeiro estado brasileiro a adotar oficialmente a definição de antissemitismo da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês), um tentáculo do Estado de “Israel” para interferir na legislação de países pelo mundo a fim de perseguir aqueles que denunciam sua ditadura genocida.

A declaração, feita por um político abertamente sionista e diante de organizações que fazem lóbi para o sionismo, é uma ameaça direta à liberdade de expressão e manifestação contra a ditadura sionista. Sob o falso pretexto de proteger os judeus, Tarcísio promete aprofundar uma política que vem sendo utilizada para fechar o cerco contra árabes, muçulmanos e organizações e militantes que denunciam os crimes do Estado sionista.

A perseguição é contra quem defende a Palestina

Não existe hoje no Brasil uma situação de opressão dos judeus enquanto judeus. Não há repressão estatal nem de cidadãos contra a população judaica, retirada de seus direitos, proibição de suas organizações ou perseguição por sua religião.

A situação em São Paulo deixa isso particularmente evidente. O próprio governador mantém relações próximas com empresários e dirigentes de entidades sionistas, que têm livre acesso ao poder público e exercem influência política em defesa do Estado de “Israel”. A reunião na Fisesp é uma demonstração disso: empresários e representantes dessas organizações receberam o governador para apresentar diretamente suas reivindicações.

Quem sofre com a repressão do Estado são justamente os setores que aparecem como inimigos dessa campanha.

Árabes e muçulmanos já foram impedidos de entrar no Brasil pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, sob a jurisdição do governo paulista. Ao mesmo tempo, milhares de refugiados provenientes de países árabes e de maioria muçulmana vivem no País (e em São Paulo) em condições miseráveis, dependendo muitas vezes de associações comunitárias, instituições religiosas e ações de solidariedade para sobreviver.

A perseguição política aos defensores da Palestina é ainda mais aberta. Militantes e organizações que denunciam o massacre promovido por “Israel” são submetidos a processos judiciais, campanhas de difamação e tentativas de incriminação sob a acusação de “antissemitismo”.

Entre os perseguidos está Ahmed Shehada, presidente do Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal), palestino naturalizado brasileiro. O Partido da Causa Operária (PCO), uma das organizações mais destacadas na denúncia do sionismo no País, também é alvo de uma ofensiva judicial.

Em um dos processos contra o Partido, segundo denunciou seu presidente nacional, Rui Costa Pimenta, o Ministério Público chegou a pedir o fechamento definitivo de todos os meios de comunicação do PCO na Internet e uma indenização de R$240 milhões.

Os responsáveis por essa perseguição são justamente as entidades que se dizem representantes da comunidade judaica. São elas que atacam, através da burocracia judicial, os direitos democráticos de parcelas oprimidas da população.

“Antissemitismo” como arma política

A campanha promovida pelas organizações sionistas depende de uma fraude política: tratar a denúncia do Estado de “Israel” como uma manifestação de ódio contra os judeus.

Criticar o sionismo, denunciar o genocídio em Gaza ou defender o direito do povo palestino de lutar contra a ocupação não significa perseguir judeus. O que os sionistas procuram fazer é justamente apagar essa diferença para colocar seus adversários políticos sob a mira da polícia e do Poder Judiciário.

A adoção da definição da IHRA pelo governo paulista serve a esse objetivo. Em vez de responder a uma perseguição concreta contra os judeus, cria instrumentos políticos e jurídicos para serem utilizados contra aqueles que denunciam “Israel”.

A própria realidade mostra quem está sendo perseguido. Não são os grandes empresários e dirigentes sionistas recebidos pelo governador em reuniões oficiais. São os palestinos, árabes, muçulmanos e militantes que se recusam a permanecer em silêncio diante do genocídio.

Ao reafirmar diante da Fisesp que seu governo pretende aprofundar o “combate ao antissemitismo”, Tarcísio está prometendo ampliar essa política repressiva e transformar São Paulo em um terreno ainda mais hostil para quem combate o sionismo e defende a libertação da Palestina. Isto é, em uma colônia de “Israel”, onde o aparato que massacra palestinos será livre para reprimir brasileiros.

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