O ativista político marroquino Adel Al-Baddahi segue boicotando as sessões de seu julgamento, recusando-se a comparecer como forma de protesto contra o que considera a falta de garantias de um julgamento justo e sua prisão arbitrária.
Detido na prisão de Oukacha, em Casablanca, Al-Baddahi declarou — por meio de sua esposa após uma visita recente — que continuará sua posição até que seus direitos fundamentais sejam respeitados. Ele denuncia também o caráter político das acusações que enfrenta e afirma ser vítima de perseguição contínua, destacando que esta é a terceira vez que sofre detenções arbitrárias.
As acusações contra ele incluem: “ofensa a uma instituição constitucional do Reino”, “ofensa a um órgão legalmente constituído”, “incitação à prática de crimes” e “ofensa a funcionários públicos no exercício de suas funções, por meio de declarações ou gestos que atentem contra sua reputação”.
O caso levanta preocupações entre organizações de direitos humanos, que apontam possíveis violações das garantias de liberdade de expressão e devido processo legal no Marrocos.





