Sempre às vésperas da Copa do Mundo, a seleção começa a enfrentar seu maior adversário: a imprensa nacional que, atualmente, tem um bom setor da esquerda na mesma cantilena anti-seleção, anti-futebol brasileiro. Walter Casagrande é um desses esquerdistas do UOL/Folha de S.Paulo que, junto com Milly Lacombe e outros, são contratados para ficarem de marcação sobre a seleção e seus jogadores, especialmente Neymar Jr., e também seus ex-jogadores, Romário, no caso, a bola da vez.
Curiosamente, Casagrande criticou Romário porque o herói do tetra defendeu a convocação de Neymar para a Copa do Mundo. Quem acompanha sabe que o Baixinho é a favor de levar Neymar para a Copa mesmo que o atleta do Santos esteja em 50% de seu rendimento, até menos, no que esta editoria concorda. Aliás, essa posição é da totalidade dos próprios jogadores atuais da seleção.
O comentarista disse que essa campanha para levar Neymar para a Copa é ridícula. E Romário, que nunca deixou o comentarista nadar de braçada, disse que o colunista do UOL não entende nada de política e menos ainda de futebol.
Aí ele não gostou. Casagrande disse que essa resposta de Romário é mais uma tentativa de censurar quem critica o baixinho, e lista alguns episódios polêmicos entre Romário e jogadores, Romário e imprensa, enfim, as polêmicas do baixinho que, na realidade, fazem é atrair admiradores.
Casagrande critica, por exemplo, o dia que Romário “deu um soco em Simeone por trás, sem que o argentino visse que seria agredido”, quando, na realidade, essa ação de Romário acaba se tornando motivo de festa, monumentos e datas comemorativas.
Quem poderá se esquecer (Casagrande esqueceu…) da vez que Romário acertou uma belíssima voadora em um jogador do Vélez Sarsfield, em saudosa batalha campal entre Flamengo e o time argentino. Até fizeram uma faixa.
Casagrande também não gostou do dia em que Romário saiu na mão com “um torcedor do Fluminense nas Laranjeiras porque ele estava no treino criticando a sua péssima fase”. Como se jogador de futebol fosse padre ou coroinha.
Magoado, diz Casagrande: “eu nunca respondi a nenhuma crítica ou ataque que recebi nas redes sociais, mas desta vez não quis me calar devido à falta de argumentação do senador Romário”, que disse, de novo, que Casagrande nunca chutou nada, nunca ganhou nada e era um jogador meia boca. Verdade? Sim. E ele segue: “pouco me importa se ele está licenciado ou não: Romário é um senador da República, e os repórteres ficam com medo de fazer perguntas políticas para ele”. A questão é que, neste debate, não interessa a política, mas o futebol, especialmente às vésperas da Copa do Mundo.
Romário, por seu turno, retrucou:
“Galera, de tempos em tempos vem o Casagrande falar mal de mim. Do nada. Nunca ganhou nada de importante, foi meia-boca pra c@ralh0 e até hoje tenta lacrar com o meu nome. Não entende p0rr@ nenhuma de futebol, muito menos de política. Inveja é uma merd@ mesmo.
Esse, calado, é mais do que um poeta: é um filósofo.
Pra geral saber: estou de licença não remunerada do Senado, sem receber um centavo e nunca deixei minhas responsabilidades como senador de lado”.
Mas a discussão é simples: levar ou não Neymar para a Copa de 2026? E quem deve ter a melhor resposta para isso, Romário ou Walter Casagrande?
Casagrande, Lacombe e outros já demonstraram que não torcem para a seleção e, menos ainda, para seus craques, como Neymar. O propósito deles é abertamente político, é reduzir o gosto do brasileiro por aquilo que ele faz de melhor, o futebol.
Nesse sentido, esses jornalistas agem como gringos contratados pelas redações dos jornais “brasileiros”. São os lacaios do futebol europeu, defensores do futebol sem povo, disfarçados de esquerdistas.




