Guerra no Oriente Próximo

Iraque: após expulsão da OTAN, EUA estão limitados ao Curdistão

Porta-voz da Resistência afirmou que as tropas norte-americanas foram expulsas das demais regiões do Iraque

As forças norte-americanas estão agora limitadas à região do Curdistão iraquiano, segundo afirmou Abu Mahdi al-Jaafari, porta-voz do Saraya Awliya al-Dam, uma das organizações da Resistência no Iraque. A declaração foi feita em meio à retirada temporária da missão da OTAN do país e à saída de tropas estrangeiras de bases localizadas em Bagdá.

De acordo com Al-Jaafari, tropas dos Estados Unidos e da OTAN pediram ao governo iraquiano um cessar-fogo temporário de 24 horas com as organizações da Resistência para facilitar sua retirada da Base Vitória, em Bagdá. Segundo ele, a maior parte dos grupos que recebeu o pedido aceitou a trégua, sob a condição de que posições da Mobilização Popular, de Samarra até Carbala, não fossem atacadas.

Ao comentar o acordo temporário, Al-Jaafari advertiu que a Resistência responderá caso tropas estrangeiras tentem voltar a áreas das quais já foram expulsas. Em sua fala, citou um versículo do Alcorão e reiterou que as organizações estão prontas para retaliar qualquer tentativa de reentrada.

O porta-voz afirmou ainda que uma aeronave Su-30 da OTAN não conseguiu pousar na Base Vitória no dia anterior em razão do intenso fogo das organizações da Resistência. Segundo ele, o episódio mostrou a dificuldade crescente enfrentada pelas forças estrangeiras para manter sua presença no território iraquiano.

Na mesma declaração, Al-Jaafari disse que as tropas norte-americanas foram expulsas das demais regiões do país e permanecem agora apenas no Curdistão. Ele também criticou o governo iraquiano e os partidos políticos pela resposta dada à guerra contra o Irã. “Esperávamos uma posição forte em apoio à República Islâmica do Irã, mas, infelizmente, as posições foram muito fracas”, declarou.

A retirada da OTAN foi confirmada por fontes de segurança citadas pela agência estatal iraquiana INA. Segundo essas informações, a missão da organização imperialista está sendo evacuada de forma temporária por causa da situação regional e da guerra em curso. A justificativa apresentada foi a preocupação com a segurança do pessoal destacado no país.

A porta-voz da OTAN, Allison Hart, afirmou que a aliança ajustará sua presença no Iraque por razões de segurança, mas manterá o diálogo político e a cooperação prática com o governo iraquiano. O imperialismo afirma que a missão deverá retornar quando os combates diminuírem e a situação regional estiver mais estável. No entanto, fica claro que a retirada é uma expulsão e que os soldados da organização militar foram escorraçados do país pela resistência.

Outra informação divulgada por uma fonte de segurança ao canal Al Mayadeen apontou que todos os militares italianos destacados no Iraque como parte da OTAN deixaram o país e seguiram para a Jordânia. O contingente seria de 100 soldados. A retirada ocorreu em meio às operações da Resistência Islâmica no Iraque contra bases norte-americanas e outros alvos militares na região.

As ações armadas da Resistência se intensificaram nas últimas semanas em resposta à guerra conduzida por Estados Unidos e “Israel” contra o Irã. Segundo os grupos iraquianos, as operações também foram realizadas como resposta ao assassinato de combatentes da Resistência.

Informações divulgadas nos últimos dias indicaram ainda que a missão da OTAN no Iraque transferiu seu centro operacional para o Comando Conjunto da aliança em Nápoles, na Itália. O comandante da missão, general Alexus Grynkewich, confirmou na sexta-feira (20) a saída do último contingente de pessoal. “A segurança do nosso pessoal é primordial”, afirmou.

Criada em 2018, a Missão da OTAN no Iraque foi apresentada oficialmente como uma iniciativa de treinamento e assessoramento às forças de segurança iraquianas.

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