Irã

Novo líder da Revolução Islâmica faz segundo pronunciamento

Aiatolá Saied Mojtaba Khamenei afirmou que os responsáveis pelos assassinatos de Ali Larijani e do general Gholamreza Soleimani pagarão pelo crime

O novo líder da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Mojtaba Khamenei, divulgou nesta quarta-feira (18) um novo pronunciamento sobre a agressão dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã. Em duas mensagens de condolências, ele afirmou que os assassinatos do secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e do chefe da Organização Basij, general Gholamreza Soleimani, não enfraquecerão a República Islâmica e declarou que os responsáveis pelos crimes “pagarão em breve”.

As mensagens foram divulgadas um dia após os dois dirigentes iranianos serem assassinados em ataques atribuídos ao inimigo norte-americano e sionista. Larijani foi assassinado na noite de terça-feira, ao lado de seu filho e de vários de seus companheiros, em um bombardeio israelense. Já o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica informou que Gholamreza Soleimani foi alvo de um ataque direcionado do inimigo norte-americano-sionista.

Ao comentar o assassinato de Larijani, Mojtaba Khamenei afirmou que o dirigente iraniano era “um indivíduo culto, perspicaz, inteligente e comprometido”, com experiência acumulada em diferentes áreas da vida política, militar, de segurança, cultural e administrativa do país. Segundo o líder iraniano, quase cinco décadas de atuação em diversas instâncias do regime islâmico haviam transformado Larijani em uma figura destacada da política nacional.

No pronunciamento, o novo líder da Revolução Islâmica declarou ainda que o assassinato do dirigente expressa, ao mesmo tempo, a importância de Larijani e a profundidade da hostilidade dos inimigos do Islã contra ele. Mojtaba Khamenei acrescentou que crimes desse tipo apenas tornam a República Islâmica “mais forte” e enfatizou que “cada sangue derramado tem um preço, que os assassinos criminosos destes mártires em breve terão de pagar”.

Larijani também integrava o Conselho de Discernimento do Irã e atuava como conselheiro sênior do líder anterior da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Ali Khamenei, assassinado no curso da agressão iniciada em 28 de fevereiro. Ao longo de sua trajetória política, exerceu ainda a presidência do Parlamento iraniano por 12 anos, disputou eleições presidenciais e dirigiu a emissora estatal IRIB.

Em mensagem separada, Mojtaba Khamenei tratou do assassinato do general Gholamreza Soleimani, comandante da Organização Basij. O líder iraniano afirmou que a notícia provocou “profunda tristeza” na nação iraniana e declarou que o crime demonstra a importância da força voluntária e o temor do inimigo diante de seu papel no confronto em curso.

Segundo a mensagem, o assassinato do comandante “recorda a grande importância da Basij e o medo profundo que o inimigo rancoroso e covarde tem de enfrentá-la”. A avaliação coincide com a nota divulgada pelo Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, que classificou o ataque como um “assassinato covarde” e afirmou que a operação evidenciou o papel desempenhado pela Basij no enfrentamento geral contra o Exército terrorista dos Estados Unidos e o regime sionista, em particular durante a guerra recente.

Os novos pronunciamentos foram divulgados em meio à continuidade da resposta militar iraniana aos ataques norte-americanos e israelenses. Desde o início da agressão, o Irã lançou sucessivas ondas de mísseis e VANTs contra os territórios palestinos ocupados e contra bases e interesses norte-americanos em países da região.

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