Carla Dórea Bartz

Jornalista e pesquisadora, é doutora em Estudos Culturais pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde defendeu a tese “Ninfomaníaca, de Lars von Trier: narrar em tempos perversos”. Desde 2021, escreve uma coluna semanal no Diário da Causa Operária.

Coluna

A classe trabalhadora em Rocco e seus irmãos, de Visconti

No retrato da migração do sul para o norte da Itália, Visconti transforma uma tragédia familiar em reflexão histórica sobre a formação, a divisão e os impasses da classe trabalhado

O filme que escolhi esta semana, Rocco e seus irmãos (Rocco e i suoi fratelli, 1960), é uma belíssima reflexão sobre os caminhos da classe trabalhadora italiana no pós-guerra. Ambientado neste mesmo ano, sua força e sua atualidade são marcantes. Por isso, antes de entrar na análise propriamente dita, faço uma pequena reflexão conjuntural visto que minha posição, no momento da escrita deste texto, está 67 anos à frente do seu lançamento.

Estamos em um mundo que passa por uma transformação extraordinária. A crise do capitalismo que enfrentamos há décadas tomou novas proporções e se alastra em velocidade surpreendente. A guerra em larga escala é uma realidade, e o Estado de bem-estar social do pós-guerra afunda em todos os lugares. Nos Estados Unidos, a crise interna e a concentração de renda estão provocando rachaduras sociais enormes. Os europeus estão em completa decadência moral e social. Do outro lado do mundo, a China avança como potência industrial invejável. E o Brasil, com sua burguesia entrelaçada até o último fio de cabelo com a turma dos perdedores, afunda na mais completa paralisia – paralisia esta causada, em parte, por sua “esquerda” anti-marxista e contrarrevolucionária.

Faço essa rápida contextualização porque o filme de Visconti termina, como veremos a seguir, com um olhar em direção ao futuro no ponto de vista de um dos irmãos de Rocco: o caçula, ainda criança, Luca. Na última cena, o vemos caminhar em direção aos prédios de apartamentos erguidos como moradias populares para os trabalhadores das fábricas de Milão. Esse caminhar em direção ao futuro é simbólico. Quando a tela fica escura e o filme acaba, a audiência daqueles anos fica com a conjectura. Caberá a Luca escolher, entre as diferentes experiências de seus irmãos mais velhos, qual será o destino da classe trabalhadora italiana nas décadas que virão.

Contudo, nós, hoje, temos essa resposta. Como sujeitos da história em nosso próprio tempo, nós a estamos vivendo e, ao mesmo tempo, ajudando a criá-la. Visconti talvez não se surpreendesse em saber que a Itália agora é governada por Giorgia Meloni, adepta de ideologias de extrema-direita. Seu filme assim nos convida a essa interessante reflexão: a tela que escurece no fim é substituída pela luz que ilumina o exato ponto na História no qual estamos. Alguns pensamentos sobre esse processo seguem.

Rocco e seus irmãos é uma reflexão sobre a Itália de 1960. Constitui-se como um drama familiar ambientado em Milão, porém vai muito além. Mostra, na verdade, uma transformação social muito importante: a passagem de uma estrutura camponesa do sul para a nova sociedade urbano-industrial do norte, no instante em que o capitalismo europeu do pós-guerra se reorganizava sob a forma do crescimento econômico, da expansão industrial e do Estado de bem-estar social.

A industrialização europeia, evidentemente, não começa aí; ela já vinha do século XIX. O que muda no pós-guerra é a forma dessa industrialização: ela se torna parte de uma reconstrução geral do continente, com forte intervenção estatal, expansão do emprego assalariado, políticas de moradia e mecanismos de integração social destinados a absorver massas deslocadas e conter a desagregação aberta e os movimentos organizados de caráter revolucionário.

Naquele momento, o diretor Luchino Visconti consolidava sua posição como uma figura central do cinema italiano. Associado à formação do neorrealismo, participou de um movimento que, a partir dos anos 1940, voltou o cinema para a realidade social do país, para o trabalho e para as contradições abertas pela guerra e pelo fascismo. Sua obra combina reflexão histórica, densidade materialista e forte senso crítico. Rocco e seus irmãos é uma reflexão das lutas sociais, abordando migração, desigualdade e vida popular, ao mesmo tempo que amplia esse horizonte numa construção épica, no sentido brechtiano, na qual uma família concentra em si um processo histórico inteiro.

O enredo conta a história de Rosaria Parondi (Katina Paxinou), viúva que chega a Milão com os filhos Simone (Renato Salvatori), Rocco (Alain Delon), Ciro (Max Cartier) e Luca (Rocco Vidolazzi), depois de deixar o sul da Itália em busca de melhores condições de vida. Em Milão, eles reencontram o irmão mais velho, Vincenzo (Spiros Focás), já estabelecido e prestes a se casar com Ginetta (Claudia Cardinale). A ausência do pai é também um traço simbólico: a morte da autoridade paterna e de uma antiga forma de vida, que dá lugar a algo que eles ainda não conhecem.

A jornada dos personagens mostra como cada um dos irmãos reage à nova realidade. Vincenzo tenta se estabelecer e seguir a própria vida; Simone aposta no boxe como possibilidade de ascensão; Rocco, também boxeador, luta para preservar a família unida a qualquer custo; Ciro busca um caminho no trabalho industrial; e Luca, ainda criança, acompanha os acontecimentos da posição de observador. Visconti constrói o enredo a partir de capítulos com os nomes dos cinco irmãos, nos quais desenvolve seus diferentes pontos de vista. Figura alegórica, como se fosse a própria Itália, a mama Rosaria é a matriarca que os une a partir do senso de dever e de seus valores camponeses. Nesse percurso surge Nádia (Annie Girardot), também migrante, que se envolve primeiro com Simone e depois com Rocco, tornando-se decisiva em suas vidas.

É exatamente esse ponto de inflexão que o filme capta. A família Parondi chega a Milão como parte do grande fluxo migratório sul-norte que marcou os anos do chamado “milagre econômico” italiano. A cidade se torna a imagem desse fluxo em massa de trabalhadores camponeses do sul atrasado que tentaram novas oportunidades de vida no norte industrial. No Brasil, tivemos um fluxo invertido: a migração do Nordeste para cidades do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, em um processo de rápida expansão da industrialização brasileira nas décadas seguintes. Lula, por exemplo, é filho desse processo.

Um dos temas que aparece no filme é o da moradia, que ajuda a situar historicamente esse capitalismo do pós-guerra. A família tenta comprar um apartamento, não consegue sustentar as prestações e termina encaminhada a outra solução habitacional. Isso não é um detalhe lateral. A Itália buscou responder ao desemprego e à crise habitacional com programas de habitação social, cuja lógica era justamente empregar, urbanizar e integrar as classes populares por meio da moradia. Naquele momento, o Estado italiano buscou administrar, absorver e estabilizar minimamente a massa campesina com soluções sociais. Algo que simplesmente não aconteceu no Brasil, dando origem às enormes favelas que temos até hoje.

É nesse ponto que a família Parondi passa a funcionar como figura histórica. Quando chega a Milão, a família começa a entrar em crise e a se dissolver, pressionada pela nova conjuntura econômica e social. O que vemos, no entanto, não é somente o drama, mas a dissolução da própria forma camponesa de organizar a vida. No sul, a família era unidade de trabalho, proteção, autoridade e pertencimento. Na cidade industrial, isso se rompe e se perde. O trabalho passa a ser individualizado, e a renda depende da inserção de cada membro no mercado e de sua proletarização. A velha solidariedade familiar já não basta para mediar a realidade. Neste caso, os irmãos ganham a dimensão de personagens-tipo como se fossem representações de tendências históricas da classe trabalhadora italiana em formação.

Vincenzo representa a adaptação pragmática, alienada, quase espontânea. Ele entra na vida urbana e se estabiliza com o casamento e os filhos. Vai adiante, realizando o que se espera dele, sem compreender historicamente sua posição. Seu caminho é o da acomodação prática, já com inclinação para o horizonte da pequena burguesia em sentido ideológico: estabilizar-se, cuidar da própria vida e integrar-se sem conflito. Simone representa a desagregação total. Ele não entende os limites reais de sua condição, imagina poder ascender rapidamente e entra em colapso quando essa promessa falha. O problema de Simone não é apenas moral ou psicológico; é histórico. Ele encarna aquele setor da classe trabalhadora que, sem compreender totalmente o processo em que está inserido, reage às promessas da modernização com violência, ressentimento, dependência e perda de autonomia.

Ciro, ao contrário, é o único que compreende a própria função de classe. Ao estudar e conseguir emprego na fábrica de automóveis Alfa Romeo, ele se torna operário industrial qualificado e formula uma consciência objetiva da passagem histórica em curso. Ele sabe que a vida antiga era brutal, sabe que a nova exploração não é libertação, mas entende que a realidade tem de ser enfrentada no plano concreto, e não por sonhos de ascensão imediata nem por idealizações regressivas. Quando diz a Luca, diante da fábrica, que antes eram “bestas de carga”, ele não nega a condição de trabalhadores do campesinato; nomeia a forma brutal e limitada dessa existência anterior. Com ele, a mensagem é que o desenvolvimento do país passa por essa evolução da classe trabalhadora e que esta é fundamental para que haja organização e luta. Sua fala final também é decisiva porque organiza retrospectivamente os destinos dos irmãos: Simone havia intuído essa mesma realidade, mas se perdeu; Rocco é bom demais, ou santo demais e idealiza um retorno ao sul que jamais acontecerá.

Rocco exige uma correção mais dura. Ele resiste à mudança e busca manter a família como a conhece, incluindo os valores que recebeu, a qualquer custo. Ele é um idealista e não consegue se adaptar à realidade concreta à sua frente. Mais do que isso, sua idealização tem força reacionária. Rocco encarna um falso moralismo, fundado em uma visão católica, sacrificial e antiquada do mundo. Sua pureza aparente é profundamente ideológica. Ele acredita que o sofrimento individual, a renúncia e a bondade podem resolver contradições que são sociais e históricas. No clímax do filme, há uma briga entre ele e Simone. Tomado pelo ciúme, Simone estupra Nádia diante de Rocco. Mesmo assim, Rocco o perdoa. E perdoa outros abusos. 

O reencontro com Nádia, no alto da catedral de Milão, afirma esta leitura e transforma seu sacrifício em humilhação e expiação. Ele pensa de um ponto de vista elevado, moralizado, quase místico. Transforma conflito histórico em drama de alma. E isso não é uma saída; é uma forma regressiva de recusar a realidade. Nesse sentido, em Rocco o filme deixa ver uma disposição afetiva que pode ser capturada pela extrema-direita: o apego a uma ideia idealizada do passado, da pureza, a nostalgia de um mundo supostamente mais íntegro, a conversão do ódio e da frustração em moralismo. Não se trata de dizer que Rocco seja fascista. Ele não é. Mas há nele uma disposição afetiva regressiva, uma visão antiquada do passado e uma forma alienada de sofrimento que, fora do filme, poderiam ser organizadas politicamente por uma força reacionária. 

Visconti escolhe a beleza do Alan Delon jovem, em vias de se tornar astro do cinema europeu, para dar corpo a essa contradição. Faz com que uma audiência desavisada assuma seu ponto de vista como correto. Mesmo sabendo que ele é responsável por destruir Nadia de forma cruel ao manter sua posição moralista e ao defender seu irmão. “Ele é bom”, diz em um dado momento. Rocco é um personagem que mostra que as condições sociais impostas pelo capitalismo não permitem mais a existência de uma visão de mundo tão abstrata.

É justamente aí que Nádia se torna central. A personagem ocupa uma posição social concreta e decisiva: é uma prostituta e materializa, diante dos dois irmãos, uma contradição social que o filme traz para o primeiro plano. Nádia representa aquela parcela do proletariado que permanece à margem das promessas de oportunidade de trabalho e de melhoria de vida do norte industrial. Sua trajetória é o resultado das pressões sociais e econômicas de uma estrutura de exploração que permanece intacta e que não pode integrar a todos. Alguns conseguem certa estabilidade, outros se desagregam, e outros, como ela, são empurrados para uma condição permanente de vulnerabilidade e de marginalidade. Simone, também levado a se prostituir, vê nela seu próprio fracasso. Ele quer subir rápido, escapar de sua condição, ser exceção; mas fracassa. Nádia aparece, então, como a verdade concreta por trás dos discursos de ascensão. Ela é, antes de tudo, vítima de um processo social que a deixa marginalizada e, ao mesmo tempo, vítima da brutalidade de Simone e do moralismo sacrificial de Rocco.

O assassinato de Nádia é um crime de uma violência horrível. É também a explosão de uma contradição insuportável. Simone mata quem lhe devolve sua verdade. E o moralismo de Rocco contribui para a tragédia, porque transforma um problema social sem solução individual em drama de expiação católico. É o moralismo de Rocco que encaminha Nádia para a tragédia. O filme mostra, assim, que a classe trabalhadora, naquele momento, está longe de um horizonte revolucionário. Ela está cindida em tendências divergentes: adaptação alienada, desagregação e regressão moral. A violência no interior da família é a expressão de alienação de classe e quebra de vez com o retorno à forma anterior, que Rocco tanto preza. É Ciro, o único com consciência de classe, que assume a responsabilidade de quebrar com esse círculo vicioso.

É nesse ponto que Luca se torna a figura de síntese do filme. Ele observa os quatro irmãos mais velhos e vê, diante de si, quatro caminhos: a adaptação alienada de Vincenzo, a desagregação de Simone, o falso moralismo regressivo de Rocco e a consciência objetiva de Ciro. Como o caçula, ele ainda não está determinado. Por isso o filme termina nele. Luca é a síntese aberta, a pergunta histórica que permanece. Quando Ciro fala com ele diante da Alfa Romeo, quase olhando para a câmera, ou seja, para nós, não está apenas aconselhando um irmão mais novo; está formulando, para a nova geração, a questão decisiva do filme: como deixar de ser “besta de carga” sem cair nem na ilusão da ascensão fácil, nem na nostalgia do passado. 

Rocco e seus irmãos é uma grande representação da formação contraditória da classe trabalhadora da Itália industrializada no capitalismo do pós-guerra. O filme mostra uma sociedade em transição, um Estado tentando estabilizar a nova ordem, uma família camponesa perdendo sua função organizadora e diferentes destinos possíveis se abrindo diante de uma classe desunida. As falhas morais individuais são respostas a um processo histórico concreto. É por isso que, mais de sessenta anos depois, o filme continua tão importante ao mostrar que, onde não há consciência e organização, a própria classe trabalhadora pode tornar-se vítima das contradições que não consegue compreender.

Ao final de Rocco e seus irmãos, Luca caminha para um futuro ainda em aberto. Nós, no entanto, temos o privilégio de saber o que foi feito daquela encruzilhada histórica. Sabemos que a promessa de integração do capitalismo do pós-guerra não resolveu as necessidades de emancipação da classe trabalhadora, apenas as administrou por um período; sabemos que o bem-estar social europeu está entrando em ruína, que a conciliação deu lugar novamente à crise, à guerra e à decomposição social; sabemos, enfim, que a ausência de consciência e organização abriu espaço para derrotas sucessivas e para o retorno de formas políticas reacionárias. 

É justamente por isso que o filme de Visconti permanece vivo: porque seu olhar sobre 1960 não pertence apenas ao passado, mas também ao nosso presente. Ao colocar diante de Luca – e diante de nós – os caminhos da adaptação, da desagregação, do moralismo regressivo e da consciência de classe, o filme não apenas retrata a formação da classe trabalhadora italiana, mas nos devolve, com força ainda maior hoje, a pergunta decisiva: que destino uma classe escolhe quando já não pode alegar que desconhece as consequências de suas escolhas?

* A opinião dos colunistas não reflete, necessariamente, a opinião deste Diário

Gostou do artigo? Faça uma doação!

Rolar para cima

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Diferentemente de outros portais , mesmo os progressistas, você não verá anúncios de empresas aqui. Não temos financiamento ou qualquer patrocínio dos grandes capitalistas. Isso porque entre nós e eles existe uma incompatibilidade absoluta — são os nossos inimigos. 

Estamos comprometidos incondicionalmente com a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo pobre e oprimido. Somos um jornal classista, aberto e gratuito, e queremos continuar assim. Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.

Quero saber mais antes de contribuir

 

Apoie um jornal vermelho, revolucionário e independente

Em tempos em que a burguesia tenta apagar as linhas que separam a direita da esquerda, os golpistas dos lutadores contra o golpe; em tempos em que a burguesia tenta substituir o vermelho pelo verde e amarelo nas ruas e infiltrar verdadeiros inimigos do povo dentro do movimento popular, o Diário Causa Operária se coloca na linha de frente do enfrentamento contra tudo isso. 

Se já houve um momento para contribuir com o DCO, este momento é agora. ; Qualquer contribuição, grande ou pequena, faz tremenda diferença. Apoie o DCO com doações a partir de R$ 20,00 . Obrigado.