Irã

Milhões vão às ruas em defesa do Irã e contra a agressão imperialista

Jornada do Dia de Al-Quds reuniu atos em mais de 900 cidades iranianas, em meio à guerra dos EUA e de “Israel” contra a República Islâmica

Milhões de iranianos saíram às ruas nesta sexta-feira (13), em todo o país, para marcar o Dia Internacional de Al-Quds e manifestar apoio à Palestina e à República Islâmica do Irã, em meio à agressão militar conduzida pelos Estados Unidos e por “Israel” desde 28 de fevereiro. Os atos ocorreram em mais de 900 cidades e em dezenas de vilas e localidades, com concentrações de grande porte em Teerã, Ahvaz, Shiraz, Mashhad e outros centros.

A jornada deste ano ocorreu sob a marca direta da guerra. As ações norte-americanas e sionistas já deixaram mais de 1.300 iranianos assassinados e mais de 10 mil feridos, entre eles mulheres, crianças e estudantes. Em Teerã, participantes reunidos na praça Enqelab responderam com gritos de “Allahu Akbar” às explosões ouvidas durante a manifestação, enquanto os ataques atingiam escolas, hospitais, delegacias e patrimônios históricos.

Os manifestantes carregaram bandeiras do Irã e da Palestina, além de imagens do novo líder da Revolução Islâmica, aiatolá Saied Mojtaba Khamenei. Em vários pontos do país, grupos de participantes assinaram petições e realizaram atos públicos de apoio à nova liderança. Também houve homenagens ao imã Khomeini e reafirmação de compromisso com a libertação da Palestina.

Na capital iraniana, a mobilização partiu de vários pontos e convergiu para a Universidade de Teerã, onde houve recitação do Alcorão, pronunciamentos e palavras de ordem contra os crimes cometidos pelos Estados Unidos e por “Israel” em Gaza, na Palestina ocupada e no próprio Irã. A presença popular se manteve mesmo sob neve, chuva e frio intenso em diversas regiões do país.

O presidente Masoud Pezeshkian participou da mobilização em Teerã caminhando sozinho pelas ruas, sem escolta de segurança. Antes dos atos, ele havia convocado a população a comparecer em massa para frustrar os planos dos inimigos do país. Já o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, afirmou no ato da capital que Donald Trump “não entende” a firmeza do povo iraniano. Segundo ele, quanto mais pressão os Estados Unidos exercerem, maior será a determinação nacional. Ao comentar os ataques contra participantes do Dia de Al-Quds, Larijani declarou que essas ações decorrem de medo e desespero e indicam o enfraquecimento do regime sionista.

Em nota, o Conselho de Coordenação do Desenvolvimento Islâmico afirmou que as equações de segurança da região e do mundo mudaram com a força da resistência. O órgão declarou que o Oriente Médio imaginado pelos inimigos como área de expansão transformou-se em um “Oriente Médio da resistência” e afirmou que o povo iraniano seguirá ao lado de seus líderes “até a última gota de sangue”. O mesmo texto classificou os ataques dos Estados Unidos e de “Israel” como crimes de guerra evidentes e defendeu responsabilização internacional.

A dimensão dos atos também foi impulsionada pela primeira mensagem pública de Saied Mojtaba Khamenei, divulgada na véspera. Nela, o novo líder da Revolução Islâmica convocou a participação no Dia de Al-Quds e definiu a jornada como um ponto de união para os povos do mundo. No mesmo pronunciamento, afirmou que o Irã manterá o Estreito de Ormuz fechado, continuará a guerra de defesa e buscará vingança pelo sangue dos mártires.

A mobilização ganhou ainda um caráter nacional mais profundo em razão dos ataques contra civis. Em várias cidades, familiares de vítimas dos bombardeios participaram dos atos. Um dos episódios mais lembrados foi o bombardeio de uma escola infantil feminina em Minab, que resultou no assassinato de 175 meninas e professores.

O Dia de Al-Quds foi proposto por Ruhollah Khomeini em 1979, que definiu a última sexta-feira do Ramadã como jornada internacional de solidariedade ao povo palestino. Desde então, a data passou a ser marcada por manifestações em diversos países. Neste ano, além do Irã, houve atos no Líbano, no Iraque, na Síria, no Iêmen e no Paquistão, bem como em países imperialistas como Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha.

Enquanto milhões tomavam as ruas, as Forças Armadas iranianas mantinham a resposta militar à agressão. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) informou nesta sexta-feira a 47ª onda da Operação Promessa Cumprida 4, com ataques ao Neguev, a Nevatim, a Berseba, a Lod e à base de Al-Udaid, no Catar. A corporação relatou o uso de mísseis Kheibar Shekan e Qadr e informou que, horas antes, a 46ª onda já havia atingido outros pontos nos territórios ocupados com mísseis Khorramshahr, Kheibar Shekan, Emad e Qadr.

Também nesta sexta-feira, o CGRI informou o abate de cinco VANTs inimigos, entre eles modelos Orbiter 4, Hermes e MQ-9 Reaper. Segundo o balanço divulgado, 114 VANTs de reconhecimento e combate já foram destruídos desde o início da guerra. Ao mesmo tempo, colonos sionistas receberam mensagens em hebraico enviadas pelo CGRI advertindo que viverão “dias de escuridão” nos quais desejarão a morte, mas não a encontrarão.

Na quinta-feira, o comando naval do CGRI também havia atacado em duas ondas o quartel-general da Quinta Frota dos Estados Unidos, em Mina Salman, no Barém, atingindo o sistema LIDS, instalações de manutenção, depósitos de combustível e áreas de apoio às tropas norte-americanas. No mesmo comunicado, a corporação reafirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. O comandante naval Alireza Tangsiri declarou que as forças iranianas continuarão aplicando essa política por ordem do comandante-em-chefe das Forças Armadas, Saied Mojtaba Khamenei.

Ainda no mesmo quadro, o CGRI informou na quinta-feira (12) a 41ª onda da Operação Promessa Cumprida 4, com mais de 10 mísseis pesados, inclusive Khorramshahr com ogivas múltiplas, Kheibar Shekan com ogivas de até uma tonelada e mísseis hipersônicos Fattah, além de VANTs suicidas. O Exército iraniano, por sua vez, anunciou nesta sexta-feira um ataque de grande escala com VANTs contra o quartel-general das forças da ocupação em Beersheba e afirmou que a operação continuará nas próximas horas contra outras bases importantes do regime sionista.

Também na quinta-feira, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que qualquer ataque contra ilhas iranianas no Golfo Pérsico levará o Irã a abandonar toda contenção. Em mensagem publicada na rede X, afirmou que o golfo correrá com o sangue dos invasores e responsabilizou Donald Trump pelo sangue de soldados norte-americanos.

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