Líbano

Hesbolá inicia ofensiva histórica com 100 mísseis e operação terrestre

Ação recebeu o nome de “Palha Devorada”, atingiu bases e assentamentos no norte da Palestina ocupada e foi acompanhada por informes sobre avanço de combatentes na fronteira

O Hesbolá anunciou na madrugada desta quinta-feira (12), horário local, uma nova etapa da guerra contra “Israel”, batizada de Operação “Palha Devorada”, e informou o lançamento de mais de 100 mísseis contra alvos no norte da Palestina ocupada. Ao mesmo tempo, fontes locais e regionais relataram o início de uma ampla operação terrestre de combatentes libaneses no sul do Líbano e em pontos da fronteira com os territórios ocupados.

Segundo os informes divulgados junto do anúncio da operação, o nome escolhido faz referência à surata Al-Fil, do Alcorão, ligada ao episódio conhecido como “Ano do Elefante”. Na tradição islâmica, a passagem relata a derrota de um exército que marchava contra Meca e acabou sendo destruído, tornando-se uma imagem de fracasso da força militar diante da justiça divina.

Logo após o anúncio, sirenes foram acionadas em assentamentos do norte e também em áreas centrais de “Israel”. De acordo com relatos publicados pela imprensa libanesa, houve duas ondas de ataques e registros de impacto direto em diferentes pontos. Também foram relatados alarmes no Golã ocupado, em Metulla e em Misgav Am, em meio a ações com VANTs lançados a partir do Líbano.

Em outra frente da mesma ofensiva, o Hesbolá informou ataques contra uma série de instalações militares da ocupação. Entre os alvos citados estão o quartel de Ya’ra, atingido com enxames de VANTs; a base de Beit Lid, alvo de mísseis de precisão; a base de Glilot, próxima a Telavive e vinculada à unidade de inteligência militar 8200; a base de Meron, responsável pelo monitoramento das operações aéreas no norte da Palestina ocupada; e a base de Atlit, onde funciona o quartel-general da unidade naval Shayetet 13.

Segundo a organização, o ataque contra Meron danificou um dos radares da base. Também houve ações sucessivas contra Nahariya, com bombardeios e VANTs em dois horários diferentes, além de disparos de artilharia contra concentrações de tropas da ocupação em Markaba.

Paralelamente aos ataques com mísseis e VANTs, fontes ligadas ao Eixo da Resistência afirmaram que a nova fase da guerra abriu caminho para uma operação terrestre de grande escala. De acordo com esses informes, combatentes libaneses passaram a atuar para retomar cinco pontos estratégicos ocupados pelo inimigo. As mesmas fontes relacionaram essa movimentação ao fogo intenso despejado nas últimas horas sobre posições militares sionistas e aos ataques iranianos contra bases de apoio e rotas de comunicação do regime no norte da Palestina ocupada.

Autoridades sionistas, segundo esses relatos, chegaram a falar em propostas de cessar-fogo ao Hesbolá, que as rejeitou prontamente. Ainda de acordo com os informes, unidades de mísseis e VANTs do Irã, bem como forças da Resistência Islâmica no Iraque, atuaram em apoio direto aos combatentes libaneses.

A ofensiva ocorreu ao mesmo tempo em que o Irã desencadeava uma nova onda da Operação Promessa Cumprida 4. O Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) informou que mais de 50 alvos foram atingidos nos territórios ocupados, numa das maiores séries de ataques desde o início da guerra. Relatos vindos de “Israel” apontaram sirenes em Telavive, Haifa, Eilat e outras áreas, com confusão no sistema de alertas.

Entre os impactos informados pelos próprios relatos da ocupação estão um míssil em Haifa, projéteis vindos do Líbano na região de Zichron Yaakov, ao sul de Haifa, e outro impacto em Herzliya, na região central. Serviços de emergência também relataram feridos durante a correria em direção aos abrigos.

No mesmo dia, um debate de emergência no Knesset expôs a crise em “Israel”. Dados apresentados na sessão indicaram que cerca de 3,2 milhões de pessoas seguem sem abrigos padronizados, apesar dos sucessivos ataques com mísseis e VANTs.

Nas áreas próximas da fronteira norte, o quadro é ainda mais grave. Em assentamentos situados num raio de nove quilômetros da fronteira, cerca de um quinto dos moradores continuaria sem proteção suficiente, justamente na região mais atingida pela intensificação do fogo vindo do Líbano.

Em meio à nova escalada, combatentes do Hesbolá divulgaram uma mensagem dirigida ao secretário-geral da organização, xeique Naim Qassem. No texto, enviado “das frentes de dignidade”, os combatentes reafirmaram lealdade total à sua liderança e declararam plena disposição para enfrentar a agressão contra o Líbano. A mensagem também homenageou Ali Khamenei, Hassan Nasseralá e outras lideranças assassinadas, e afirmou que a luta prosseguirá até a vitória.

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