A agressão militar dos Estados Unidos e de “Israel” contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, já assassinou mais de 1.200 pessoas em uma semana, entre elas 200 crianças e quase 200 mulheres, informou neste domingo (8) o Ministério da Saúde iraniano. Segundo o porta-voz da pasta, Hossein Kermanpour, mais de 10 mil civis ficaram feridos desde o começo dos bombardeios.
De acordo com Kermanpour, entre os feridos há cerca de 400 mulheres, enquanto o total de mulheres atingidas ao longo da guerra chega a aproximadamente 1.400. Os dados divulgados pelo ministério apontam ainda para uma devastação ampla da infraestrutura de saúde do país. Ao menos 25 hospitais foram danificados, dos quais nove estão fora de serviço.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, 18 bases de primeiros socorros e 14 ambulâncias foram destruídas pelos ataques. Também sofreram danos dois centros regionais de saúde, 17 centros integrais de atendimento e dois centros rurais de saúde. Os bombardeios, portanto, atingiram principalmente instalações civis fundamentais para o atendimento da população.
Na província de Isfahan, novos ataques elevaram o número de vítimas civis. Um correspondente da Al Mayadeen informou que 11 pessoas foram assassinadas em ações contra cidades da província. Posteriormente, o governador de Isfahan afirmou que ao menos 20 civis foram mortos em Najafabad durante a agressão norte-americana e sionista. Segundo os relatos, os ataques atingiram áreas residenciais e instalações civis.
Também neste domingo, o Exército iraniano informou que 104 militares da fragata Dena foram assassinados em um ataque dos Estados Unidos em águas internacionais, a centenas de quilômetros da zona de guerra, no Golfo Pérsico, ao sul do Sri Lanka. Segundo a nota, a embarcação IRIS Dena foi torpedeada e afundada por um submarino norte-americano quando regressava ao Irã após participar do exercício naval multinacional Milan 2026, realizado na Índia entre 18 e 25 de fevereiro.
De acordo com o comunicado, havia 136 pessoas a bordo da fragata. Além dos 104 mortos, 20 tripulantes desapareceram e 32 marinheiros feridos foram levados a um hospital no Sri Lanka. O exército iraniano afirmou que o ataque ocorreu sem aviso prévio e violou as normas humanitárias e as regras internacionais de navegação marítima. Em publicação feita na quinta-feira (5), o chanceler Abbas Araghchi declarou que os Estados Unidos “lamentarão amargamente” o precedente criado ao afundar a embarcação iraniana em águas internacionais.




