O líder do Ansar Alá, Saied Abdul-Malik al-Houthi, declarou nesta quinta-feira (5) que o Iêmen está pronto para intervir em apoio ao Irã, diante da escalada promovida pelos Estados Unidos e por “Israel” contra a República Islâmica. Em sua décima sexta palestra do Ramadã, ele afirmou que as forças iemenitas permanecem em prontidão e resumiu essa posição em uma frase: “nossos dedos estão no gatilho, e estamos prontos para intervir sempre que for necessário”.
Dirigindo-se “aos irmãos da República Islâmica do Irã”, al-Houthi disse que a luta em curso fazia parte de uma ofensiva mais ampla do imperialismo e do sionismo para reorganizar a Ásia Ocidental em favor do projeto do “Grande Israel”. Segundo ele, o mundo islâmico enfrenta um confronto direto com “os tiranos da época”, encarnados pelos norte-americanos, pelos sionistas e pelas potências que buscam dominar toda a região.
O dirigente iemenita afirmou ainda que essas forças pretendem subjugar os povos muçulmanos, retirar-lhes seus direitos e transformar seus territórios em espólio das potências estrangeiras. Nessa linha, vinculou os acontecimentos no Irã ao que já vinha ocorrendo em outras frentes da região, como Palestina, Líbano, Síria e o próprio Iêmen.
Al-Houthi também condenou o assassinato do líder da Revolução Islâmica do Irã, aiatolá Ali Khamenei, levado a cabo pelos Estados Unidos e por “Israel”. Ao tratar do assunto, insistiu que o martírio de Khamenei não levaria ao enfraquecimento nem à destruição da República Islâmica. Pelo contrário, afirmou que a direção política e militar iraniana permanecia firme e que o país seguia em condições de responder à agressão imperialista.
Ao mesmo tempo, rejeitou abertamente a confiança na diplomacia e nos organismos internacionais como saída para a crise. “As opções diplomáticas e a confiança nas instituições internacionais já foram tentadas repetidas vezes, sem resultado”, declarou. Na sequência, acrescentou que o abandono da luta “a serviço de Deus” não traria justiça nem deteria a campanha destrutiva lançada contra os povos da região.
Em outro trecho de sua intervenção, o líder do Ansar Alá afirmou que as bases militares norte-americanas instaladas em países árabes servem fundamentalmente para proteger a ocupação sionista e para lançar ataques contra a própria região. Ele também elogiou a resposta militar iraniana contra as forças dos Estados Unidos, dizendo que as Forças Armadas do Irã, incluindo o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) e o Exército iraniano, impuseram perdas significativas às tropas norte-americanas.
“Nós estamos ao lado do Irã e de seu povo muçulmano e estamos prontos para agir a qualquer momento”, declarou. Al-Houthi criticou ainda governos da região que condenaram os ataques iranianos contra bases norte-americanas, afirmando que certos regimes se dedicam a proteger instalações militares dos Estados Unidos e de “Israel”, em vez de se colocarem ao lado dos povos atacados.
Ao final, o dirigente iemenita convocou manifestações de massas para esta sexta-feira (6), pedindo que milhões saíssem às ruas em solidariedade ao Irã e aos povos da região. Ele recordou ainda o aniversário da Batalha de Badr, na qual uma pequena força muçulmana derrotou um inimigo muito superior em número, apresentando o episódio como exemplo histórico de firmeza e vitória para os povos que enfrentam a agressão imperialista na atualidade.





