Nesta segunda-feira (08), explodiram protestos no Nepal, país na Ásia que faz fronteira com a China e com a Índia.
Conforme noticiado pela emissora Al Jazeera, citando órgãos de imprensa nepaleses, os protestos são contra uma suposta corrupção do governo, referente a compras de aviões pela Nepal Airlines, bem como contra recém decisão que baniu do país Youtube, Facebook e X, plataformas de empresas imperialistas.
A emissora informa também que manifestantes invadiram o prédio do parlamento nacional, em Katmandu, capital do Nepal.
Citando Aayush Basyal, um estudante de mestrado de 27 anos em Katmandu que estava presente no local do protesto, Al Jazeera informou que à medida que o protesto avançava, “multidões de homens bem-apessoados avançaram em suas motocicletas barulhentas no meio da multidão”, acrescentando que foram essas pessoas que romperam as barricadas ao redor do parlamento para entrar no prédio.
O estudante também informou que a participação de estudantes de escolas e universidades é ampla, e que ele não viu participação de partidos políticos. Ele afirmou que os protestos ocorridos em 2022 no Sri Lanka, e em 2024 no Bangladesh, os quais eram, na verdade, golpes de Estado sob a forma de revolução colorida, serviram de inspiração. Em imagens divulgadas, vê-se muitos manifestantes segurando a bandeira do Nepal.
Al Jazeera informou que os protestos desta segunda-feira foram organizados pela ONG Hami Nepal, criada em 2015 como um movimento jovem.
Em declaração à emissora, Yog Raj Lamichhane, professor assistente da Escola de Negócios da Universidade Pokhara (Nepal), disse que “os protestos são alimentados pela frustração dos jovens e sua descrença na autoridade, pois eles se sentem marginalizados da tomada de decisões”, acrescentando que “no cerne de suas demandas está o apelo pelo Estado de Direito, onde a imparcialidade, a responsabilização e a justiça prevalecem sobre o favoritismo e a corrupção”.





