Formação política

Universidade Marxista: como foi o Segundo Império

Curso promovido pela Universidade Marxista oferece uma rara oportunidade para estudar esse processo de forma sistemática

Faltando poucos dias para o início do segundo módulo do curso Brasil: uma interpretação marxista de 500 anos de história, a Universidade Marxista volta a destacar a importância do conhecimento histórico para compreender o presente. A segunda parte do novo módulo, intitulado O Império Tropical, acontecerá entre os dias 18 e 21 de abril no Centro Cultural Benjamin Péret (rua Conselheiro Crispiniano, 73, República), no centro de São Paulo, com transmissão online ao vivo e acesso posterior às gravações.

Ministrado pelo presidente nacional do Partido da Causa Operária Rui Costa Pimenta, o curso analisa os principais acontecimentos do Segundo Reinado (1840–1889), no Brasil Império, período crucial para a formação do Estado nacional. Isso porque é fundamental entender o funcionamento real da sociedade imperial brasileira — marcada por interesses materiais concretos — para não cair nas armadilhas das mistificações históricas.

Politicamente, o Segundo Império consolidou o regime monárquico centralizado sob o comando de D. Pedro II. Após o turbulento período da Regência, o País buscava estabilidade e a autoridade do imperador se impôs como eixo da unidade nacional. Socialmente, o Império manteve uma estrutura profundamente desigual.

Na esfera econômica, o Segundo Império foi marcado pelo crescimento da lavoura de exportação, especialmente o café, que se tornou o principal produto da balança comercial brasileira. Houve também avanços em infraestrutura, como a construção de ferrovias, financiadas principalmente por capital britânico. No entanto, a economia seguiu dependente da exportação de matérias-primas e da importação de manufaturados — uma situação que colocava limites à autonomia nacional e acirrava as tensões internas.

As contradições do regime se agravaram com o tempo. O fortalecimento do Exército, o fim da escravidão e a insatisfação de setores conservadores com a atuação do imperador acabaram precipitando a crise do regime. Em 1889, um golpe militar pôs fim à monarquia, instaurando a República, que será estudada em outro módulo do curso.

O curso promovido pela Universidade Marxista oferece uma rara oportunidade para estudar esse processo de forma sistemática, superando as simplificações promovidas tanto da história oficial quanto das mistificações do identitarismo hoje em voga. Diante da crescente censura, da perseguição às ideias independentes e da avacalhação identitária, conhecer a história nacional com base em critérios objetivos se torna fundamental para aqueles que querem compreender a realidade para nela intervir. Mais do que nunca, compreender o passado é uma ferramenta indispensável para enfrentar o presente.

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