Economia

Petrobrás anuncia redução de 4,6% no preço do óleo diesel

Com nova política de preços, diesel acumula queda de 29% desde o fim do governo Bolsonaro

Durante evento realizado nesta segunda-feira (31), a presidente da Petrobrás, Magda Chambriard, anunciou uma nova redução no preço do diesel vendido às distribuidoras. A queda de R$0,17 por litro, equivalente a 4,6%, se soma às medidas recentes que buscam, segundo a direção da empresa, alinhar os preços dos combustíveis à realidade nacional e romper com a política de subordinação ao cartel internacional do petróleo.

Com a nova redução, o valor do diesel A nas refinarias passa a ser de R$3,55. Já o diesel B, vendido nos postos e que contém 14% de biodiesel, terá como parcela da Petrobrás o valor de R$3,05 por litro. Segundo a estatal, desde dezembro de 2022 o diesel já sofreu um recuo acumulado de R$0,94 por litro (20,9%), chegando a uma queda real de 29% quando descontada a inflação do período.

Magda Chambriard afirmou que o diesel está hoje 29% mais barato do que no governo Bolsonaro (PL), o querosene de aviação caiu 36% e a gasolina 11%. Ela reiterou o compromisso da Petrobrás com a política de “abrasileiramento” dos preços, como defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A Petrobrás está comprometida com a sociedade brasileira”, declarou.

Além do diesel, a estatal também anunciou que o querosene de aviação (QAV) sofrerá uma redução de 7,9% a partir de 1º de abril, com queda de R$0,31 por litro. O ajuste mensal do QAV segue os contratos firmados entre a empresa e as distribuidoras.

Margem Equatorial: a luta pelo petróleo brasileiro

Outro ponto de destaque no evento foi o anúncio de que a Petrobrás espera obter, ainda no mês de abril, a licença pré-operacional que permitirá a perfuração na chamada Margem Equatorial — uma extensa faixa do litoral norte brasileiro considerada estratégica para a descoberta de novas reservas de petróleo.

A presidente da estatal afirmou que essa licença representa uma das etapas finais antes da liberação definitiva para exploração da área. A entrada da Petrobrás na Margem Equatorial é vista com grande expectativa pelo governo federal, que enxerga no local uma nova fronteira energética com alto potencial de produção.

A medida enfrenta resistência por parte de setores ligados ao ambientalismo pequeno-burguês, que atuam como linha auxiliar dos interesses imperialistas contrários à soberania energética nacional. A perfuração na Margem Equatorial representa, ao contrário do que afirmam esses setores, um passo importante na retomada da soberania sobre as riquezas naturais brasileiras.

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