Oriente Médio

Iêmen desmascara rede de espionagem dos EUA

Forças de Segurança e Inteligência do país árabe denunciaram tentativas de sabotagem

Nesta segunda-feira (10), as Forças de Segurança do Iêmen declararam ter descoberto uma gigantesca rede de espionagem operada pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos e de “Israel” que atuava dentro do Iêmen. A rede atuava no país desde fevereiro 2015, após o fechamento da embaixada norte-americana em Saná – capital do país árabe.

O chefe do Serviço de Segurança e Inteligência do Iêmen, Major General Abdul Hakim Hashem al-Khaiwani, disse em uma declaração televisionada:

“A rede exposta coletou informações importantes em vários campos e realizou operações técnicas de espionagem direta em nome dos serviços de inteligência do inimigo para obter informações confidenciais e soberanas”.

Segundo a agência, a rede de espionagem teria como objetivo desestabilizar a economia do Iêmen através da coleta de informações e sabotagem. Afirmou ainda que a rede se infiltrou nas agências estatais, recrutou funcionários dentro do governo do Iêmen e influenciou os tomadores de decisão do governo – a extensão da infiltração da rede ainda não é conhecida pelo público, as Forças de Segurança do Iêmen declararam que maiores informações virão a público nos próximos dias. Com base em informações fornecidas pela emissora Al Mayadeen, estima-se que dezenas, até centenas, de membros de diversos ministérios, instituições e organizações integram a rede de espionagem.

A rede obteve informações delicadas de múltiplos setores e a entregou a serviços de inteligência de países inimigos do Iêmen. A rede é acusada pelas Forças de Segurança de ter prejudicado o setor agrícola iemenita, ao aumentar as infestações de pragas para destruir a agricultura nacional iemenita e impulsionar as importações do país, aumentando, assim, a dependência do Iêmen de países estrangeiros.

A agência alegou também que a rede tinha como objetivo desestruturar a saúde pública do país ao disseminar doenças e que “minou o sistema educacional ao promover a corrupção moral” dentro do país.

Além disso, teria também fornecido inteligência militar aos norte-americanos e aos israelenses, com intuito de enfraquecer o exército iemenita e diminuir sua capacidade de ação. As Forças de Segurança deram destaque ao fato de que estas informações vazadas a inimigos do Iêmen foram utilizadas para apoiar a agressão contra o país e que, ao fornecer estes dados, a rede minou a capacidade militar do país nos últimos anos.

Um correspondente da Al Mayadeen no país relatou a imprensa que “a rede de inteligência estava envolvida no arquivo econômico e na transferência do Banco Central sob supervisão americana direta”.

No entanto, esta não foi a primeira movimentação do Iêmen contra as operações de espionagem do imperialismo. No início deste mês, as Forças de Segurança também prenderam mais de uma dúzia de trabalhadores de ONGs, incluindo funcionários da ONU, foram presos em uma ação coordenada. Em maio deste ano, membros da célula conhecida como “Força 400” foram presos pelos serviços de segurança por espionagem a mando do imperialismo. A célula, liderada por Ammar Affash – espião há muito procurado pelo governo iemenita – trabalhava para os EUA e “Israel” e, segundo confissões dos membros presos, era encarregada de realizar operações de sabotagem, inclusive danificar e queimar veículos pertencentes às forças armadas e de segurança.

Conforme a agência de notícias iemenita Saba News Agency, um oficial de segurança explicou que os membros capturados nos últimos dias foram recrutados para trabalhar na coleta de informações e monitoramento de locais pertencentes às Forças Armadas do Iêmen na costa oeste da República do Iêmen.

O líder do movimento Ansar Alá afirmou em declaração que o desmantelamento da rede de espionagem revela a face destrutiva e conspiratória dos Estados Unidos, o qual viola a soberania e explora diversos países. Alá afirmou que os EUA exploram algumas das pessoas afiliadas a organizações ou às Nações Unidas e aquelas que se movimentam sob disfarce diplomático.

Disse ainda que os EUA têm como alvo vários campos – político, econômico, cultural, social etc. – de diversos países. Destacou também que este desmantelamento é uma gigante e importante vitória contra os EUA e “Israel”.

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