Na Análise Política da Semana de ontem (10), Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária tratou de assuntos nacionais e também internacionais. Como não poderia deixar de ser, a notícia do momento é a morte de Elizabeth II, rainha do Reino Unido.
Uma das coisas que chamou a atenção foi a velocidade com a qual proclamaram o príncipe Charles, agora Charles III, como rei. O motivo dessa rejeição é o fato de Charles não ter a mesma autoridade da mãe e isso pode acelerar as tendências separatistas dentro do Reino Unido. A Escócia, por exemplo, em 2021, fez uma votação para referendar a separação que perdeu de uma maneira muito controversa.
Ainda sobre Charles, existiu uma pressão bastante forte para que ele renunciasse ao trono em favor de algum dos filhos. Muitos culpam a ele e à família real pela morte da princesa Diana.
Outra tema abordado é que, ao contrário do que dizem, a Rainha não tinha uma posição decorativa. Tem, isso sim, muito poder. Cabe a quem está no trono convidar o partido que vence as eleições a formar o governo, além do poder, que não é pouco, de dissolver o Parlamento.
O que a burguesia e a monarquia fizeram foi tomar o cuidado de não expor a rainha Elizabeth, fazendo-a aparecer apenas em momentos decisivos.
Finalmente, o que a grande burguesia teme é um enfraquecimento dentro do já combalido imperialismo. A Inglaterra é o segundo principal ator político dentro da dominação imperialista e o momento político está bastante conturbado devido aos conflitos com a Rússia, que ameaça cortar o fornecimento de gás e petróleo para a Europa.
Sobre o Reino Unido foi falado a quantidade de crimes que cometeu pelo mundo com golpes de Estado dados pelo mundo, assassinatos de líderes como Patrice Lumumba, do Congo, assassinado pelo serviço secreto. Mencionou-se os bombardeios contra civis alemães e japoneses na Segunda Guerra Mundial.
Elizabeth II e D. Pedro I
Rui aproveitou para dizer que setores da esquerda atacam D. Pedro I e elogiam Elizabeth, um verdadeiro delírio de gente que não conhece minimamente a história do Brasil. A família real britânica tinha fortes laços com Adolf Hitler e o nazismo.
D. Pedro foi a figura central que determinou o nosso nascimento como país. E há uma enormidade de publicações na esquerda e na grande imprensa que falsifica nosso passado. Uma matéria, publicada no jornal Estado de Minas, diz que o Brasil seria melhor se fosse dividido em quatro. E basta uma olhada na realidade para ver que essa tese não tem pé nem cabeça. O Brasil é o maior e mais rico e desenvolvido país da América Latina e um dos países mais importantes do mundo.
O Brasil é alvo de cobiça do imperialismo que está fazendo grandes esforços para separar a Amazônia. Recentemente, Gustavo Petro, presidente recém-eleito da Colômbia, chamou os EUA para cuidar militarmente de sua porção amazônica. A desculpa é que está havendo muitas queimadas. Porém, como disse o companheiro Rui, é estranho porque o exército americano não é formado por bombeiros. A própria Colômbia teria condições de patrulhar a floresta.
Foi tratada ainda a grande demagogia de que o Brasil deveria fazer uma transição para energias verdes. Porém, com a crise de abastecimento de gás e petróleo russo na Europa, fica claro que não existe isso ‘energia verde’, os países ricos produzem energia elétrica basicamente a partir da queima de combustíveis fósseis: gás e petróleo. É uma grande demagogia essa conversa de mudança de matriz energética.
Eleições no Brasil
Rui deixou claro o nível de falência da política da esquerda nestas eleições. Estão agindo como se a eleição já estivesse ganha e que basta vencer para mandar no País. Não é assim que a coisa funciona. A burguesia está investindo pesado na terceira via e vai apoiar Bolsonaro, caso a proposta não se consolide.
Um outro erro gigantesco da esquerda foi ter abandonado as ruas para a direita. O 7 de Setembro foi todo de Bolsonaro. Aquela tese, absurda, conforme já vem sendo dito nas Análises, não se confirmou. Agora, os ‘analistas’ da esquerda precisam dar uma satisfação para as pessoas, pois estão a nove meses martelando nessa tecla.
Uma coisa é certa, Lula sairá vitorioso, se a coisa continuar como está, por pura sorte. E, vencendo, precisará do apoio popular para poder governar. Para isso é preciso que se mobilize as massas trabalhadoras.
No final da Análise, a tradicional rodada de perguntas passeou por todos os temas abordados. Assista na íntegra a Análise seguindo este link ou clicando no vídeo abaixo:





