O dia da Independência é de luta, mas também há motivos para comemorar. Com a vitória do Flamengo em cima do Vélez nesta quarta-feira (07), com o placar agregado de 6 a 1, o rubro-negro confirmou que a final da Libertadores será totalmente brasileira.
Apesar dos gols de quarta terem sido do Pedro e do Marinho, um jogador que pisou quatro vezes em campo na Europa e outro que fez carreira aqui no Brasil, a equipe do Flamengo possuir um elenco com algumas passagens pelo futebol europeu já é motivo o suficiente para fazer com que alguns jornalistas rebaixem o esporte sul-americano para compará-lo ao “Velho Continente”.
Para o portal UOL Esportes e um de seus colunistas, Rafael Reis, o sucesso do time da Gávea só se deu, nos últimos anos, por ser sustentado por um elenco com múltiplas passagens no estrangeiro; o que é não só errado, como uma inversão da linha correta de pensamento. O futebol brasileiro não se fortaleceu pela vinda de nomes que fizeram carreira fora, mas os europeus que se reforçam na base de contratações. As equipes de lá possuem um grande número de latino-americanos, mas, sobretudo, de brasileiros, como é o caso de Neymar, o melhor jogador do mundo.
O menino da vila exerceu papel de destaque no Barcelona, quando o ataque era composto por ele, brasileiro, Messi, argentino, e Suárez, uruguaio. Rafael Reis mencionou em seu texto a breve passagem de Gabigol pelo Inter de Milão, na intenção de dizer que não conta tanto para a sua experiência pois foi breve, mas ignora tanto que Gabigol já é um dos maiores artilheiros do Flamengo, um dos mais tradicionais, relevantes e populares clubes do mundo, quanto o fato do Inter de Milão possuir Zanetti, um argentino, como o maior jogador de sua história.
O colunista já defendeu no passado uma possível superioridade de Mbappe sobre Neymar, o principal jogador da seleção brasileira, a melhor seleção do mundo, o que se provou inverdade com o avançar do tempo. Ele afirmou que o francês estaria tirando a relevância de Neymar na equipe, o que novamente não se sustenta quando olhamos para a equipe de Paris e seus principais jogadores, sendo eles Neymar, Messi e o brasileiro Marquinhos, dentre alguns outros nomes.
Os principais campeonatos ingleses, franceses, portugueses e europeus como um todo são dominados por jogadores brasileiros, que sempre vão pra lá como uma alta promessa e garantem seu papel de relevância em cima dos nativos do continente. A alegação da imprensa capitalista sobre o domínio do futebol europeu sob o futebol brasileiro, o melhor futebol do mundo, simplesmente não procede.





