O Futebol nacional está sob ataque, e é constante e pesado. O que vem depois de um ataque geralmente são os saques e o butim, que estão sendo revelados a cada dia que passa e se apresentam sob a forma (cada vez mais clara) da criação e desenvolvimento dos clubes-empresas (aqui conhecidos com SAF’s, sigla para Sociedade Anônima de Futebol).
As SAF’s pregam uma certa idoneidade, tanto nos negócios e finanças, quanto na gerência das equipes. É uma demagogia que busca apontar o dedo à “corrupção & esbórnia” em que os clubes se encontram (depois de anos e anos de péssimas gestões, devido aos burocratas que mandam nos times). Entretanto, elas vêm com claro intuito de se aproveitarem da grandeza de vários desses times, das suas histórias e legados, bem como das suas torcidas (enormes e que lotam estádios, por exemplo, garantindo renda de público), bem como venda de itens diversos relacionados à equipe em questão.
A fonte de lucro de uma equipe grande é enorme, só pra dar mais ênfase no quão errado são as tomadas e controle desses times. É o famoso sucatear para controlar. A grande questão é a de que quanto mais e mais os problemas das equipes eram evidenciados, expostos e em diversos casos aumentados até (para parecer que nada tinha solução…), eis que tais companhias, empresas e organizações que nada tinham e têm (de fato) a ver com o Esporte começaram, não apenas a participarem como marcas (que já se beneficiam e até o momento tinham vantagem com propaganda e patrocínio), mas também a dar as cartas, ou seja, assumirem cada vez mais o comando dessas equipes, conforme o processo que foi dito anteriormente.
Fizeram e fazem isso em várias esferas da nossa vida pública (tais como países e empresas nacionais, vejam os Golpes de Estado que o Imperialismo propicia, por exemplo), não era no Futebol que as coisas seriam diferentes… Dividir pra reinar, sucatear e destruir para controlar, expressões essas que encontram quase que um paralelo nisso tudo.
Infelizmente, o que não conseguimos compreender direito talvez, seja a gana e sede por mais lucro que tais companhias ainda possuem. É tão feio que agora já não basta manter os times e as torcidas de reféns nesse jogo sujo de privatização e venda das equipes, também é necessário no momento o controle dos campeonatos, copas e taças, o que seria a nova etapa no controle total do Esporte Bretão, aventado por tais empresas.
São os chamados Campeonatos-Empresas, ou, como se é conhecido nas mídias vendidas dessas mesmas companhias, Ligas. Como exemplo disso tivemos no início desse mês, a aproximação do grupo dirigente do Campeonato Espanhol, a La Liga, que através da aproximação com algumas empresas (que desde sempre NUNCA tiveram nada a ver com Futebol, nem com outros desportos) aventa a criação e desenvolvimento de uma Liga brasileira. Isso seria um desastre.
Mesmo que permitindo ainda a coexistência com o já tradicional Brasileirão, a permissão de um novo Campeonato, que não visa em nada a competição entre os times, mas sim apenas dinheiro, faria com que menos investimento sério e honesto fosse gasto no nosso campeonato original, menos holofote, menor audiência e aos poucos, o público original e passional que as equipes possuem (que num futuro já seriam meras SAF’s, sem a verdadeira alma desportiva) migraria sua atenção pra tais Ligas, que são nada mais nada menos que reproduções ralas dos já fracos campeonatos europeus.
Aventa-se até um futuro próximo acabarem o descenso, eliminando um fator fundamental que faz com que equipes menores continuem disputando algo, não cair, já que não têm mais chances de títulos. O ataque é constante e direto, e temos que dizer um basta!





