A Lei Felca, que coloca barreiras para o uso e a veiculação da imagem de crianças e adolescentes na internet e nas redes sociais, está tirando o patrocínio de jovens atletas brasileiros. A denúncia chegou até este Diário por meio de uma mãe indignada que conversou com nossa equipe.
Seu filho, um jovem lutador de jiu-jítsu de 16 anos, havia perdido, na madrugada anterior, o patrocínio por conta da restrição ao uso de sua imagem nas redes sociais. O jovem, que já competiu em vários países do mundo, como Estados Unidos, Canadá e Portugal, preparava-se para viagens à Itália e aos Emirados Árabes Unidos ainda este ano, mas o corte do patrocínio inviabiliza sua ida. E essa situação deve se repetir com vários outros jovens esportistas de nosso país.
A mãe, em um desabafo desesperado, informa que teve de se mudar de Manaus para São Paulo, onde esperava que as coisas fossem um pouco mais fáceis para a prática do esporte do filho. Ainda assim, o cenário nacional é limitado, e retirar os outros países do roteiro do jovem foi um golpe duro em sua carreira.
Com o pífio incentivo ao esporte no Brasil, o apoio das marcas é uma das formas que os atletas encontram para se manter, e o ataque da Lei Felca a esses patrocínios tende a deixar mais uma leva de insatisfeitos, para dizer o mínimo, com o governo Lula.
Diante da catástrofe econômica, dos salários arrochados, do altíssimo desemprego real e do orçamento público sendo consumido pelos banqueiros, a política do governo não enfrenta esses problemas e se limita à demagogia identitária e de aparência progressista. O que está sendo implementado, como no caso da Lei Felca, são as políticas do imperialismo, de censura e repressão contra o povo, em um governo cada vez mais à direita e que merece cada vez menos confiança.





