Nada de geladeira cheia

Guedes, que deu trilhão a banqueiros, quer servidores pagando a conta

Não reajuste de salários por 18 meses e corte nos benefícios, a facada que o ministro estuda para os servidores públicos, sacrifício como contribuição ao combate da pandemia

“Precisamos que o funcionalismo público mostre que vai fazer um sacrifício pelo Brasil, não vai ficar em casa, com a geladeira cheia, assistindo a crise, enquanto milhões estão perdendo emprego”, declarou Paulo “tchutchuca” Guedes na presença do presidente Jair Bolsonaro, após reunião no Palácio Alvorada, nesta manhã, 2ª. feira, 27 de abril, noticia grande jornal brasiliense.

Nada de aumento salarial para os próximos 18 meses, a ajuda que o ministro Guedes quer como contribuição dos servidores públicos para o enfrentamento da crise do coronavírus no Brasil.

Medida Provisória do governo federal, com força de lei, permite aos trabalhadores da iniciativa privada, a redução de até 70% na jornada de trabalho e igual percentual na redução dos salários. Medida que Guedes gostaria que fosse estendida também a todos os trabalhadores do serviço público.

Algumas esporádicas iniciativas de corte de salários e benefícios de políticos, e demais servidores púbicos do Executivo, Legislativo e Judiciário, tanto da esfera Federal, Estadual e Municipal, aconteceram até o momento.

Para esta semana, o ministro promete novidades. Por uma lado afirma que “O presidente diz que ninguém tira direito, ninguém tira salário”, Por outro o ministro parece apelar para que os servidores “contribuam para o Brasil”. Sinaliza, que será “um plano estruturante, com contrapartida”, contrapartida que pode ser o “não aumento de salários pelos próximos dezoito meses.

Ganhos e vantagens dos servidores públicos ativos civis, com exclusão do 13º., somaram em 2019, a importância de R$ 103 bilhões. A importância de R$ 6,4 bilhões poderia ser a contribuição desses servidores públicos, se 25% das vantagens não fossem pagas durante três meses de pandemia do coronavírus.

Em outro estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), demonstra que o “Atlas do Estado Brasileiro”, o poupado para contribuição para o combate a pandemia pelo funcionalismo público da união, mais estados e municípios, pode alcançar a cifra de R$ 36,8 bilhões.

Redução geral de 25%, dos benefícios por três meses, importariam, para os servidores das três esferas de governo, na contribuição total para o combate a pandemia no valor de R$ 36,8 bilhões.

O total pago para as três esferas do governo, está estimado no cálculo sobre valor de R$ 751 bilhões, sendo que deste total, 85% estima-se que sejam de vencimentos, e o restante s 15% os benefícios totais de um ano. E sobre os benefícios de tres meses, seria 25%, a contribuição para o combate a pandemia.

Lamentos de Paulo Guedes

Estender aos servidores públicos a derrocada dos ganhos salariais de quem o emprego perde, é o senhor de Paulo Guedes, o ministro da Economia Paulo Guedes.

Já que servidores demitidos não podem ser, que ao menos tenham seus ganhos congelados por pelo menos 18 meses, vaticina o ministro, sem mais delongas, que para os bancos não regateou no repasse de trilhões.

Deve achar um luxo, servidores terem geladeira cheia. Enquanto milhões perdem o emprego. Gostaria mesmo, Guedes, é que todos se equiparassem, não com a garantia de todos, emprego ter, mas o de todos demitidos poderem ser.

Há toda uma operação da burguesia para atacar os servidores públicos. Há um tempo a imprensa e a direita estão chantageando os servidores. Guedes não quer salvar vidas. Também não quer salvar servidores públicos. Guedes quer salvar os bancos.

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