A luta global travada contra o novo coronavírus tem deixado como efeito colateral na sociedade, uma grave crise econômica que estamos começando a sentir, uma vez que a velocidade do colapso da atividade econômica que se seguiu à pandemia de covid-19, difere de todos os cenários já vivenciados na história moderna.
Com a crise na economia decorrente da pandemia, o FMI ( Fundo Monetário Internacional) estima que Produto Interno Bruto (PIB) global, deve recuar 3%, em contraste com a análise anterior à crise sanitária, que previa crescimento de 3,3%. Com isso, a consequência é um quadro de incerteza sobre o mercado internacional e acima de tudo, sobre os empregos dos trabalhadores.
Com uma econômica de comércio exterior, onde grandes corporações assumem vantagens competitivas absolutas, sendo protagonistas da ordem econômica global, mais a competição estadunidense e europeia de resistir em manter grandes operações na China, temendo justamente esse protagonismo, o resultado não poderia ser outro.
Sempre agindo em conluio com os governos mundiais, alegando o famigerado “ empréstimo comercial”, onde os mesmos sempre obtém quantias exorbitantes dos cofres públicos, sem contar a isenção de impostos – Um verdadeiro saque ao dinheiro que pertence ao povo.
A crise do coronavírus joga luz a um fato por anos ignorado: O“estado mínimo” tão defendido pela burguesia, onde é necessário privatizar tudo (inclusive o sistema de saúde), é totalmente ineficaz quando surge uma grande avaria, como a que enfrentamos atualmente, pois os primeiros a recorrerem ao Estado para pedir dinheiro, é a burguesia detentora dos meios de produção.
É notório que o capitalismo está totalmente colapsado e não é de forma cíclica que o mesmo sofre crise – Como muitos liberais tanto vociferam – uma vez que a miséria do povo não é cíclica, mas é permanente desde sempre e acentuada após inserção desse modelo econômico na sociedade.
Sempre houve tentativas de salvar esse modelo econômico com uma série de medidas, com o aumento do controle estatal sobre a economia, medidas que contradiz totalmente o que é defendido pelos capitalistas, mas que é muito bem aceita, quando os mesmos se encontram em apertos, causados por crises.
É preciso ficar claro, que o sistema capitalista é uma fraude, pois beneficia uma parcela mínima da sociedade, gerando um abismo entre as classes e consequentemente, um acirramento de luta entre as mesmas.
Os sinais de que a pandemia de coronavírus mudará a economia como a conhecemos hoje é certo, uma vez que é constatado de que a burguesia precisa sim, de um Estado bem atuante na vida da população, mas o que é incerto, é de que forma essa história será concluída.



