O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou um relatório no qual diz que a recessão da economia mundial será a maior desde a crise de 1929, maior crise que o sistema capitalista sofreu até hoje.
Segundo os dados divulgados, a previsão é de que o produto interno bruto (PIB) mundial encolha em 3% por conta da crise gerada pela pandemia do coronavírus. A economia, no entanto, já dava amplos sinais de que entraria em crise antes de ser declarada a pandemia mundial, o que faz do vírus apenas um detonador de uma bomba que já estava para explodir. Essa própria crise é parte da crise de 2008, que nunca foi superada.
A avaliação é a de que na Zona do Euro o PIB encolha 7,5% enquanto na América Latina o PIB caia 5,2%. Para o Brasil a estimativa é de que o PIB encolha 5,3%, número maior do que o já admitido pelo governo, de 4,0%.
O comércio entre os países deve cair cerca de 11%, segundo o fundo, por conta da paralisia e do fechamento de fronteiras.
A situação se torna ainda mais preocupante por conta do caráter imperialista do FMI, que apontava um crescimento de 2,2% para o Brasil antes da crise do coronavírus, o que aparentava ser uma estimativa muito otimista para o país. Sendo assim, não é difícil que a situação seja pior do que a apontada pelo fundo.
Uma queda tão grande na produção vai causar sem dúvida uma grande onda de fome e desemprego (para falar o mínimo), o que é ainda mais preocupante visto que passamos por uma das, se não a, pior crise de saúde da história mundial, o que significará muitas mortes.
Enquanto isso, os governos capitalistas, a exemplo do Brasil, destinam uma grande parcela do dinheiro que deveria estar sendo gasto com a população para salvar os bancos e a riqueza dos grandes capitalistas. A burguesia, porém, está assustada, pois não vê saída para a crise.



