Em plena crise econômica, catástrofe social e alastramento da pandemia do coronavírus no Brasil, o governo Jair Bolsonaro determinou a suspensão da produção nas plataformas marítimas da Petrobrás no Ceará, que se estão em preparação para hibernação desde a última sexta-feira (27).
Essa mesma determinação se estendeu para as plataformas de águas rasas localizadas no Rio Grande do Norte, Sergipe e Norte Fluminense. A medida de hibernação visa aproveitar-se da situação para aprofundar o projeto de desmonte da Petrobrás e sua posterior privatização.
De acordo com o economista aposentado da Petrobrás, Cláudio Oliveira, a empresa sofre hoje a maior ameaça à sua sobrevivência na sua história. O economista denuncia que o lucro anunciado pelo governo Bolsonaro é fictício, uma vez que foi obtido com a queima de ativos altamente rentáveis da empresa, caso dos R$ 14 bilhões da entrega do controle da BR Distribuidora e os R$ 42 bilhões com a TAG. A entrega do patrimônio, aliada com uma política de preços de autoflagelo, conhecida por Preço Paridade de Importação (PPI), destruíram a saúde financeira e o equilíbrio da empresa.
A Petrobrás, que sozinha gera em torno de 12% do PIB nacional, terá papel fundamental no reerguimento da economia no próximo período. Para que ela cumpra esse papel, são necessários o cancelamento da venda de ativos e sua total estatização sob controle dos trabalhadores. As grandes petroleiras internacionais pressionam para a privatização da Petrobrás, para com isso terem acesso direto às jazidas de petróleo brasileiras.
O governo Jair Bolsonaro, um capacho dos bancos e do capital internacional, utiliza-se da situação do país como pretexto para aprofundar a entrega das riquezas e da soberania nacional.





