Os economistas da burguesia já avaliam que a crise do coronavírus vai provocar uma rápida deterioração da economia em nível global, com risco de depressão econômica. No Brasil, já é consenso de que se enfrentará uma recessão, com o indicativo de que pode-se mergulhar em uma depressão econômica, o que significa um aprofundamento do quadro caracterizado por um longo período de baixo crescimento e efeitos negativos na produção, queda na renda das famílias, nos níveis de consumo e aumento do desemprego.
Para se entrar em uma recessão técnica, basta dois trimestres de seguido desempenho negativo do Produto Interno Bruto (PIB). O Ministério da Economia, comandado pelo Chicago Boy Paulo Guedes, já reduziu para praticamente zero a projeção do crescimento da economia brasileira.
A crise é tão grande e seus efeitos tão profundos que até mesmo os economistas neoliberais, defensores da austeridade fiscal e da rígida contenção dos gastos públicos, afirmam a necessidade de ampliar os gastos estatais para proteger as pequenas e médias empresas e os mais vulneráveis, isto é, a ampla camada mais pobre da população. O que se verifica é um impacto da queda da atividade econômica nas pequenas e médias empresas, que caminham para as demissões massivas e a falência, uma vez que não têm margem para lidar com a crise. Os trabalhadores em geral e, particularmente os do setor informal, estão sendo atirados nas ruas e desamparados pelo governo.
O governo Jair Bolsonaro e o bloco político golpista que controlam o Estado vão despejar bilhões de reais do orçamento público para salvar as grandes empresas e os bancos. O povo e os pequeno comércio vão permanecer em uma situação de crônica insegurança, ameaçados de serem lançados na miséria e na falência. Esse é o caráter de classe do governo Bolsonaro: um governo a serviço dos grandes empresários, dos bancos e do capital financeiro.



