Nesta semana a economia mundial agonizou diante da queda brusca no preço do petróleo e da paralisia da economia, acentua pelo coronavírus. O sofrimento das bolsas no mundo todo, com quedas recordes, mostrou que uma nova crise econômica mundial, como a de 2008, chegou. O impacto nos bancos, principais representantes do imperialismo, ilustra isso.
Na Europa, a presidenta do banco central, Christiane Lagarde, alertou que é necessário adotar medidas imediatas para combater a crise, sob o risco do estrago ser maior que em 2008. O resultado chegou rápido, ontem foi registrado a maior queda da história nas bolsas europeias.
Já no Brasil, Com a queda de 15%, o Ibovespa registrou o pior desempenho de sua história, com 4 paralisações (o chamado “circuit breaker”) apenas nesta semana, sendo 2 no mesmo dia! Esta queda não ocorria desde 2008 (crise econômica mundial) e num mesmo dia, desde 1998 (crise do câmbio). Segundo os próprios economistas e a imprensa burguesa, vive-se uma situação de pânico no mercado, com risco de recessão global. No Brasil os setores mais afetados são o aéreo e das comodities. Azul PN e Gol PN tiveram queda de 28 e 29%, respectivamente, e Petrorbas 21%.
Um dos fatores que acentuou o dano nas bolsas mundiais foi a Organização Mundial da Saúde (OMS), ter elevado a classificação do coronavírus para pandemia. O que fez o presidente dos EUA, Donald Trump, adotar uma série de medidas, como a proibição de viagens da Europa para os EUA nos próximos dias, o que acentua a paralisia da economia mundial.
Essa queda livre, que representa a fragilidade da economia mundial, só diminuiu quando o Banco Central dos EUA (o Federal Reserve) anunciar que ofertaria mais US$ 1,5 trilhões de dólares para recompra de títulos, com o objetivo de segurar a fuga de capitais no mundo todo.
Essa situação é um escândalo. Os bancos são o coração do atual sistema capitalista e tendem a manifestar toda a sua contradição e debilidade. A falência do Lehman Brothers nos EUA, em 2008, foi o estopim da última crise e a economia mundial nunca se recuperou dela. No Brasil, com a crise expressa sobretudo na fuga de capitais, os bancos estão caindo junto com a bolsa, que teve a maior queda e quase 22 anos e acompanhando a deterioração da economia global.



