Em 26 de janeiro de 1939, as tropas franquistas conseguem capturar a cidade de Barcelona, capital da Província da Catalunha e importante região industrial da Espanha.
A guerra civil espanhola já durava cerca de três anos. O golpe militar fascista, liderado pelo general Francisco Franco, deu-se como uma reação à vitória eleitoral da Frente Popular, que serviu como elemento de intensificação da mobilização operária pelo país. As organizações operárias CGT e a CNT e os partidos de esquerda com milícias armadas passaram a controlar diretamente diversas regiões do país.
A política desastrosa da Frente Popular, composta por partidos importantes da esquerda espanhola como o Partido Socialista, Partido Comunista e o POUM em coligação com partidos burgueses, levou à trágica derrota na luta armada contra o golpe fascista. A burguesia espanhola e a burguesia mundial sabotaram o esforço de guerra do povo espanhol contra o avanço do fascismo.
A queda de Barcelona selou a vitória das forças fascistas e instaurou o regime franquista, que promoveu um amplo expurgo em toda a esquerda, destruiu as organizações operárias, sufocou completamente a vida política, submeteu a população civil que julgava ser simpatizante da República às maiores atrocidades possíveis e mergulhou o país em uma férrea ditadura que durou aproximadamente 40 anos.




