A Caixa Econômica Federal sofre intensos ataques desde o governo golpista de Michel Temer, o resultado informado ao Bacen para o primeiro trimestre de 2019 é reflexo da política de destruição contra o único banco 100% público. A estatal lucrou neste período R$ 3,6 bilhões praticamente o mesmo resultado do ano passado, um dado muito importante para análise da destruição promovida contra o banco que mais crescia antes do golpe de 2016. O governo Bolsonaro, igualmente golpista, está aí, por sua vez, a mando do imperialismo, para realizar a liquidação total do maior banco público da América Latina.
A repetição do lucro do primeiro trimestre de 2018, no mesmo período deste ano, é reflexo da política golpista de destruição da Caixa. O esforço em divulgar balanços negativos, para entregar este grande patrimônio nacional aos grandes tubarões capitalistas, para os quais o ministro golpista Paulo Guedes já sinalizou, é tão grande que manobras contábeis absurdas retiraram R$ 7 bilhões do lucro do ano 2018 para provisões de eventuais perdas futuras com devedores duvidosos, isso fez com que os resultados deste ano fossem praticamente iguais ao do ano anterior e, apesar do crescimento nos diversos segmentos, foi anunciada a privatização de áreas como Caixa Seguros e Caixa Cartões.
A estatal sofre com as sabotagens das direções golpistas desde de 2016, suas carteiras de créditos estão sendo destruídas e entregues aos golpistas dos bancos privados. Para ilustrar melhor, um exemplo, a carteira de crédito pessoa jurídica da Caixa era de R$ 160,1 bilhões em dezembro de 2018 e caiu para R$ 149,6 bilhões em março de 2019, uma perda de R$ 10,5 bilhões; o Banco do Brasil, no mesmo período, perdeu R$ 16,4 bilhões da carteira; enquanto a do Itaú cresceu R$ 27,9 bilhões, praticamente a soma da perda dos dois bancos públicos. Em maio deste ano de 2019, os bancos privados, pela primeira vez desde 2008, superaram os públicos em saldo de operações de crédito.
A Caixa só não apresentou um resultado menor que o primeiro trimestre de 2018, para o mesmo período de 2019, porque lucrou justamente com a diminuição de devedores duvidosos. Mas os próximos períodos podem ter resultados extremamente desastrosos, a direção golpista da Caixa está atacando ativos de alta liquidez e de alta valorização nos últimos períodos. Assim como fez ao vender ações do IRB, na contramão de todos os bancos, os golpistas colocaram à venda ações da Petrobrás que possui direito a voto nas decisões desta poderosa indústria estatal. É o anuncio de uma destruição completa da Caixa que precisa ser impedida.
A direção golpista da Caixa, comandada por Pedro Guimarães, tem como objetivo a destruição da Matriz e de suas filiais, os empregados destas áreas estão sendo transferidos a força para rede de agências sob argumento cínico de falta empregados nas agências. É como se os golpistas não tivessem aberto um PDV (Programa de Demissões Voluntárias) e, ao mesmo tempo, não tivessem deixado de realizar contratações de novos empregados; como se não existisse um projeto para promover a extinção de 20 mil postos de trabalho que correspondem a estas áreas da caixa.
Diante dos grandes ataques que podem levar a destruição total deste grande patrimônio nacional, as organizações de empregados da Caixa Econômica Federal devem se organizar e mobilizar os sindicatos dos bancários, a Central Única dos Trabalhadores e os demais sindicatos dos setores produtivos, os movimentos e as organizações populares, a população em geral para lutar pela derrubada do regime golpista. Somente a luta unificada dos amplos setores podem pôr fim aos ataques contra toda população, pôr fim ao governo Bolsonaro abre caminho para colocar em seu lugar um governo eleito pelo povo. É preciso mobilizar poderosas massas populares para pedir nas ruas: Fora Bolsonaro e todos os Golpistas! Liberdade para Lula e eleições gerais com Lula candidato!




