A situação das condições de sobrevivência dos habitantes de Cuba encontra-se em uma circunstância profundamente delicada e exige respostas imediatas, tanto do ponto de vista humanitário quanto estratégico.
Do ponto de vista humanitário, há um processo de esmagamento das condições de sobrevivência que tem levado a população a resistir em condições extremamente precárias e difíceis. A vida cotidiana é um sufoco sem fim.
Essa situação ocorre porque Cuba é um país bloqueado economicamente pelo imperialismo, principalmente pelos EUA. Por isso, é preciso agir para salvar as vidas daqueles que ali estão e impedir o prosseguimento desse genocídio econômico.
No que diz respeito à perspectiva estratégica, o regime político socialista de Cuba é um verdadeiro quartel-general da revolução na América Latina e no mundo desde que o regime ditatorial de Fulgencio Batista foi derrotado.
Cuba tem dado, de maneira constante, desde a revolução, o exemplo da solidariedade internacionalista, recebendo e formando quadros nas mais diversas áreas, disponibilizando seu conhecimento e seus filhos para missões de solidariedade em outros países e contribuindo com organizações populares e diversos processos revolucionários de caráter socialista ou de libertação nacional, entre outras iniciativas.
O país caribenho tem enfrentado graves problemas de falta de energia, com apagões. Cuba está há cinco meses sem receber petróleo. Para funcionar integralmente, seu sistema elétrico necessita de 100 mil barris de petróleo por dia. Cuba possui capacidade de produzir apenas 40 mil.
Parte desse problema tem sido enfrentada por meio do recebimento, principalmente da China, de placas fotovoltaicas para a produção de energia solar. Porém, isso ainda ocorre de forma muito limitada e está muito longe de resolver o problema.
Muitas famílias estão tendo de se alimentar em cozinhas coletivas e utilizar lenha por causa da falta de gás. Faltam vários insumos na área da saúde, e a quantidade de alimentos é cada vez mais reduzida.
A situação caótica em Cuba chegou a um estágio gravíssimo. As medidas de solidariedade que ocorrem, de certo modo, de maneira isolada são importantes do ponto de vista da propaganda e da batalha de ideias, pois contribuem para produzir conscientização e indignação acerca das condições em que os cubanos se encontram. Porém, elas são incapazes de contribuir para reverter esse processo de destruição das condições de sobrevivência na ilha.
Nós, brasileiros, portanto, temos de defender com unhas e dentes, com todas as nossas capacidades e forças, que o Estado Nacional brasileiro atue de forma efetivamente solidária, por meio das ferramentas de seu sistema financeiro e de suas instituições econômicas e científicas, para que Cuba consiga superar esse bloqueio, desenvolver suas capacidades e caminhar com as próprias pernas.





