A sexta edição da Escola Marxista terá aulas neste sábado, 31 de outubro, em Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo. O curso A atualidade do Manifesto Comunista, baseado no livro de Leon Trótski sobre a obra de Karl Marx e Friedrich Engels, terá atividades pela manhã e à tarde. Na capital paulista, o professor será Rui Costa Pimenta, presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO).
Em Brasília, a aula começará às 10 horas, com a professora Izadora Dias. O encontro ocorrerá no Setor de Diversões Sul (SDS), Edifício Eldorado, entrada A, sala 118, no Conic.
Porto Alegre terá curso às 11 horas, ministrado pelo professor João Vitor Dauzaker. A atividade será no Sindipetro, na Rua General Lima e Silva, 818.
Na capital mineira, o professor Isaias Mota Alves Filho dará a aula às 16 horas. Os participantes deverão comparecer ao CENARAB, na Rua Desembargador Barcelos, 102, em Belo Horizonte.
Já em São Paulo, o curso com Rui Costa Pimenta está marcado para as 17 horas, logo após a Análise Política da Semana. A atividade ocorrerá no Centro Cultural Benjamin Péret (CCBP), na Rua Conselheiro Crispiniano, 73. O CCBP está localizado a uma quadra da estação Anhangabaú do Metrô.
O telefone para informações sobre os quatro encontros é (11) 92748-5337. Os interessados podem entrar em contato com a organização para esclarecer dúvidas sobre a participação nos cursos.
O Manifesto Comunista
Publicado em 1848, o Manifesto Comunista foi escrito por Marx e Engels como programa da Liga dos Comunistas. A obra apresentou uma explicação da sociedade capitalista e das condições para sua superação pela classe operária, tendo como ponto de partida a luta entre as classes sociais.
Marx e Engels examinaram a ascensão da burguesia, o desenvolvimento da grande indústria e a formação do proletariado. Mostraram como a expansão capitalista rompeu as antigas relações feudais, ampliou o comércio entre os países e submeteu a produção à disputa pelo mercado mundial.
O documento também analisou as crises econômicas. O crescimento da capacidade produtiva, em vez de assegurar o atendimento das necessidades da população, levou a crises de superprodução: mercadorias deixaram de ser vendidas, empresas fecharam e trabalhadores perderam seus empregos.
Ao tratar da organização dos operários, os autores explicaram como os conflitos com os patrões favoreceram a associação dos trabalhadores e sua luta política. O programa comunista defendeu a conquista do poder pelo proletariado e a abolição da propriedade privada burguesa dos meios de produção.
A obra discutiu, ainda, as diferenças entre os comunistas e outras correntes do movimento operário. Marx e Engels criticaram tanto a tentativa de restaurar formas anteriores de organização social quanto as propostas de corrigir os males do capitalismo preservando a exploração do trabalho assalariado.
O estudo de Trótski
Em 1937, Trótski escreveu sobre a atualidade do Manifesto, confrontando suas conclusões com quase nove décadas de desenvolvimento capitalista e de luta operária. Nesse intervalo, ocorreram a Comuna de Paris, a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa, da qual foi o principal dirigente, depois de Lênin.
Sua análise sustentou que as teses fundamentais de Marx e Engels resistiram à prova dos acontecimentos. A concentração da riqueza, o crescimento dos monopólios e as crises econômicas confirmaram tendências identificadas no documento de 1848.
Trótski também examinou os pontos que exigiam atualização. Entre eles estavam a passagem do capitalismo de livre concorrência ao imperialismo e a importância da luta pela libertação dos povos coloniais, questões que ganharam maior desenvolvimento depois da publicação do Manifesto.
Outro problema abordado foi o destino das classes médias. O avanço da grande indústria arruinou pequenos proprietários, mas o capitalismo também produziu novas camadas intermediárias. Para Trótski, compreender sua situação e suas oscilações políticas era uma tarefa necessária à luta revolucionária.
O texto retomou as lições das revoluções e o papel da direção política da classe operária. O estudo dessas questões servirá de base às aulas deste sábado, que relacionarão o programa apresentado por Marx e Engels à experiência posterior do movimento operário.





