Leste Europeu

PSTU torce pelo governo nazista ucraniano

PSTU defende abertamente o regime nazista ucraniano, que tem utilizado o país como bucha de canhão do imperialismo contra a Rússia

Zelensky e Joe Genocide Biden

O PSTU se notabilizou por apoiar golpes, como o de 2013 no Egito; os nazistas do  Euromaidan na Ucrânia em 2014, e também o golpe que depôs Dilma Rousseff em 2016, o que custou um enorme racha no partido, que teve lideranças, como Valerio Arcary, migrando para o PSOL, o que é quase o mesmo que trocar seis por meia-dúzia.

Fiel a seus instintos, o PSTU publicou no sítio Opinião Socialista um artigo nesta sexta-feira (10) intitulado “Ucrânia: momento de virada?” O texto é assinado por Fábio Bosco.

Segundo o autor, “em 24 de fevereiro de 2022, a Rússia iniciou uma invasão em larga escala com o objetivo de tomar o território ucraniano do Donbass e impor um governo fantoche ao país, anulando a nacionalidade e a cultura ucranianas. Esse plano do ditador russo Vladimir Putin fracassou devido à resistência operária e popular ucraniana.”

Faltou o autor dizer que a Rússia ficou durante oito anos negociando para tentar evitar o confronto. Enquanto isso, Angela Merkel (em dezembro de 2022, ao jornal alemão Die Zeit) disse que “o acordo de Minsk de 2014 foi uma tentativa de dar tempo à Ucrânia. Ela também usou esse tempo para se tornar mais forte, como se pode ver hoje. A Ucrânia de 2014/2015 não é a Ucrânia de hoje.”

Como fica claro, a OTAN, que estava por trás dos governos fantoches ucranianos, não tinha outra intenção que a de agredir a Rússia. Apenas não contava que Putin se antecipasse e iniciasse a operação militar especial antes que a Ucrânia entrasse na OTAN. A operação militar foi, portanto, uma medida defensiva e totalmente justificável dos russos. Aliás, uma observação, chamar Putin de ditador é exatamente o que faz a grande imprensa, braço do imperialismo.

Em 2010, vale lembrar, o presidente Viktor Yanukovych foi eleito na Ucrânia e congelou as aspirações de entrar na aliança e aprovou uma lei que declarava a Ucrânia um país de “status não-alinhado” (neutro), encerrando temporariamente as negociações. E exatamente por isso foi derrubado no Euromaidan.

A região de Donetsk e Lugansk, de maioria russa, ficou oito anos sofrendo ataques brutais do governo ucraniano e de grupos paramilitares nazistas, que cometeram todo tipo de atrocidades contra os civis.

A falsificação da realidade

As hostilidades poderiam ter cessado logo no início, houve negociações, mas o ex-primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi pessoalmente à Ucrânia para garantir que não haveria cessar-fogo e a Ucrânia continuaria a ser bucha de canhão do imperialismo.

O texto diz que “com a eleição de Donald Trump, Putin conseguiu um poderoso apoiador para impor à Ucrânia, na mesa de negociações, uma capitulação que ele não conseguiu conquistar na frente de batalha. Desde então, o avanço militar russo, ainda que lento, se somava à intensa pressão estadunidense contra a Ucrânia.”

Essa colocação é completamente falsa. Trump se elegeu com a proposta de interromper as guerras eternas nas quais os EUA se envolvem, o que causa enormes prejuízos ao país em detrimento de lucros astronômicos do mercado financeiro e da indústria de guerras.

Para se ter uma ideia, os EUA gastam diariamente US$ 2,4 bilhões/dia em custos militares. O serviço da dívida soberana do país já ultrapassa US$ 1 trilhão. Ser contra a proposta de paz de Trump é ser a favor da guerra e do grande capital financeiro, também conhecido como imperialismo, bem como do massacre de soldados ucranianos.

Outra falsificação grosseira do texto é a afirmação de que “simultaneamente ao corte da ajuda financeira e militar estadunidense, desenvolveu-se uma indústria militar ucraniana de baixo custo baseada em uma variedade de drones (interceptadores, de vigilância, para ataques individuais, marítimos), além de drones e mísseis de média e longa distância. Hoje a Ucrânia produz, em solo nacional, 70% de todos os equipamentos militares que utiliza.”

O imperialismo tem financiado/endividado a Ucrânia e fornecido armas. A Europa fornece milhares de drones para a Ucrânia, além de bilhões de euros para a aquisição e o desenvolvimento conjunto de equipamentos bélicos. As entregas e os pacotes de financiamento têm crescido expressivamente.

A Alemanha financiará sozinha 50.000 drones de ataque do modelo Shrike. O Reino Unido enviou mais de 120.000 drones, tornando-se uma das maiores entregas individuais. Enquanto a União Europeia liberou um pacote de € 90 bilhões para a Ucrânia, com uma linha de financiamento de € 6 bilhões dedicada exclusivamente a drones. Para acelerar ainda mais o processo, a União Europeia e a Ucrânia firmaram um grande “acordo de drones”.

Mundo paralelo

Completamente descolado da realidade, o autor afirma que “há meses as forças armadas russas sofrem, em média, mais de mil baixas por dia (um quarto das quais são mortes). Neste momento, as baixas superam o recrutamento de novos soldados, o que pode obrigar a Rússia a impor um impopular alistamento militar obrigatório, ou a aumentar as indenizações para novos recrutas, ou trazer tropas estrangeiras. As baixas ucranianas são cerca de metade das russas.”

No mundo real, quem perde inúmeros soldados de maneira assustadora é a Ucrânia. O país tem capturado homens nas ruas para mandá-los sem treinamento e quase sem munição para o front. Há inúmeros vídeos sobre isso circulando nas redes sociais, inclusive vídeos mostrando a população hostilizando e entrando em confronto com os “alistadores”.

A coisa está tão dramática para os ucranianos, que a OTAN está forçando para que se diminua a idade de mobilização para o exército de 25 para 18 anos. Além disso, o governo ucraniano implementou um projeto de digitalização no qual jovens de 16 e 17 anos têm seus dados validados e são registrados preventivamente no sistema do Ministério da Defesa da Ucrânia.

Em nome da OTAN, Bosco diz que “a única forma de expulsar as tropas russas de todo o seu território é desenvolvendo um esforço de guerra com a economia de Estado a serviço da defesa nacional e não aos lucros de oligarcas e corporações imperialistas, que fortaleça a indústria militar nacional e garanta os meios de sobrevivência da classe trabalhadora ucraniana.” A última coisa com a qual o imperialismo se preocupa é com a classe trabalhadora, seja ela de que país for.

Está claro que a classe trabalhadora por parte do PSTU, é apenas uma desculpa para continua fazendo o que sempre fez: apoiar nazistas e golpes de Estado orquestrados pelo imperialismo.

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