O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou a população do país a participar, em 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, de uma jornada nacional de mobilizações em defesa de uma Assembleia Constituinte. A convocação foi feita por meio da rede social X, na qual o mandatário chamou atos em todas as praças públicas dos municípios colombianos.
“Este 1º de Maio nos vemos nas ruas. Convido vocês a se mobilizarem em todas as praças públicas dos municípios da Colômbia”, escreveu Petro.
A principal reivindicação da manifestação, segundo o chamado do presidente, é a rejeição ao aumento das taxas de juros definidas pelo Banco da República. Atualmente, os juros estão em 11,25%, patamar criticado por Petro por atingir diretamente a economia das famílias colombianas. Durante pronunciamento em Boyacá, o presidente afirmou que a política de juros do banco central prejudica a população e favorece setores políticos de direita de olho nas eleições presidenciais de 2026.
Segundo Petro, a Assembleia Constituinte proposta por seu governo não teria como objetivo substituir integralmente a atual Constituição colombiana, mas alterar e esclarecer artigos que, segundo ele, vêm sendo bloqueados por setores contrários ao Estado Social de Direito.
Entre as mudanças defendidas estão alterações nas instituições econômicas, nos serviços públicos e nos programas sociais ligados à saúde, às aposentadorias e à Justiça. Petro também indicou a necessidade de discutir a atuação do banco central, no sentido de estabelecer uma política econômica menos subordinada aos interesses do capital financeiro.
O presidente colombiano também afirmou que a nova proposta constitucional deve reconhecer o direito à educação pré-escolar e superior. Outro ponto apresentado por Petro é o direito dos camponeses à terra.
A convocação para o 1º de Maio também coloca em destaque os direitos trabalhistas. Petro defendeu que a Constituinte assegure um salário mínimo vital e móvel, além da redução da jornada de trabalho conforme o aumento da produtividade.
Segundo o presidente, a estabilidade no emprego também deve ser garantida por mandato constitucional. A proposta, portanto, busca transformar reivindicações sociais e trabalhistas em direitos previstos na Constituição colombiana.





