O Partido da Causa Operária (PCO) levou mais de 2 mil pessoas à Avenida Paulista neste domingo (27) para encerrar a campanha de Rui Costa Pimenta à Presidência. Subiram no carro de som um pedreiro, um operário da greve da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), lideranças guarani-caiová e militantes vindos de Manaus ao Rio Grande do Sul.
Bruno Pedreiro, candidato ao governo de Santa Catarina, apareceu na rede Globo construindo uma casa em plena agenda de campanha, e a direita tentou transformar o vídeo em piada. A chacota revelou o desprezo da burguesia por um pedreiro que disputa o governo de um estado e não pode largar o serviço para fazer campanha. Candidato do PCO faz agenda de trabalhador porque é trabalhador.
Luiz Eugênio, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro, esteve na greve da CSN, em Volta Redonda, contra a privatização de Fernando Henrique Cardoso. Ric Jones, candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, passou quase um ano preso por sua luta pelo parto humanizado. Do Mato Grosso do Sul, os guarani-caiová formaram uma chapa só de índios, gente que enfrenta o latifúndio e a tropa de choque do governo estadual quando pede água para as aldeias.
O PT, que ocupou o governo federal durante a maior parte das últimas duas décadas, apoia em São Paulo candidatos da direita como Simone Tebet, representante do latifúndio que ataca os guarani-caiová. Nesse período, os trabalhadores perderam direitos arrancados em mais de um século de luta: a terceirização entrou na lei, o limite da jornada caiu e o salário mínimo seguiu no nível da fome.
O programa do PCO trata desses problemas diretamente. Salário mínimo de, pelo menos, R$8 mil, suficiente para sustentar uma família trabalhadora. Fim do pagamento da dívida pública, que consome o orçamento federal em favor dos bancos. Estatização dos bancos e recuperação da Petrobrás, da Vale, das siderúrgicas e das empresas de eletricidade, sob administração direta dos trabalhadores. Revogação de toda a legislação antitrabalhador e sindicatos livres da regulamentação herdada do Estado Novo.
Nenhum outro candidato leva esse programa à eleição. PT e PL preparam, cada um a seu modo, um ajuste fiscal que vai recair sobre a população trabalhadora, e a campanha petista chega à reta final sob a denúncia de compra de votos.





